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Na sequência da realização das Eleições Legislativas que se aproximam, têm decorrido ao longo das últimas semanas, por todo o país, os processos de elaboração das listas de candidatos à Assembleia da República. Ontem, reunida a Comissão Política Nacional do PSD, tudo ficou resolvido. Houve um volte-face e não há volta a dar!

Mas no PS, as coisas não estão pacíficas. Ontem houve reunião em Paredes de Coura. Há nomes substituídos, ainda na 'ressaca' da guerra entre Costistas e Seguristas.

 

No PSD, os estatutos determinam que o nome do cabeça de lista é decidido pelo presidente do partido e os restantes são propostos pela Comissão Política Distrital, depois de ouvidos os militantes, através das secções Concelhias, da Assembleia Distrital e dos órgãos distritais dos Trabalhadores Social-democratas e da JSD, no sentido de indicarem nomes de potenciais candidatos.

Foi conhecida no passado dia 27, a escolha do cabeça de lista, que determinou a recondução de Carlos Abreu Amorim.

Entre os social-democratas do distrito, o nome que mais sobressaiu foi o do atual deputado Eduardo Teixeira, indicado por quatro estruturas (enquanto que todos os outros foram indicados apenas por uma).

Apesar do apoio expresso pela maioria dos militantes laranja, é conhecida a ‘guerra pessoal’ que o actual presidente da Comissão Política Distrital, Carlos Morais Vieira, mantém com o deputado. E, supostamente, foi essa guerra que fez com que o nome de Eduardo Teixeira tivesse sido retirado da lista por Morais Vieira, disponibilizando-se ele próprio para integrar a lista em 2º lugar.

No entanto, Calos Morais Vieira viu o seu nome ser vetado pelos órgãos nacionais, não podendo por isso fazer parte da lista de candidatos.

Fontes próximas das estruturas nacionais garantem que Eduardo Teixeira recolhia também a preferência e a total confiança de Passos Coelho. Mas o presidente da distrital Morais Vieira mostrou-se inflexível, ameaçando com demissão da estrutura que preside, o que, em véspera de eleições, poderia trazer problemas à ‘máquina laranja’.

A solução encontrada pelos órgãos nacionais, foi a escolha de Campos Ferreira para ocupar o segundo lugar da lista de Viana do castelo.

Militantes do PSD do distrito, ouvidos pelo Minho Digital, garantem que «a guerra pessoal de Carlos Morais Vieira se sobrepôs à vontade expressa pela grande maioria dos militantes do distrito, fazendo que os dois primeiros lugares da lista fossem ocupados por candidatos que não residem no distrito. Se a isso juntarmos o facto de o seu nome ter sido vetado pelos órgãos nacionais, só resta a Carlos Morais Vieira demitir-se de presidente da presidência da Comissão Política Distrital». «Um presidente de uma Distrital que vê o seu nome vetado pelos órgãos nacionais, não tem condições para continuar em funções, pelo que a sua demissão será a única forma de garantir alguma acalmia para que a campanha eleitoral possa decorrer com alguma serenidade, em todos os concelhos do distrito», afirma a mesma fonte.

A lista de candidatos aprovada pelos órgãos nacionais do PSD, onde além da ausência dos atuais deputados Eduardo Teixeira e Rosa Maria Arezes, se nota a falta de representação de metade dos concelhos dos distrito, entre os quais os dois maiores – Viana do Castelo e Ponte de Lima - fica assim organizada da seguinte forma:

1-  Carlos Abreu Amorim

2-  Luís Campos Ferreira

3-  Emília Cerqueira (Arcos de Valdevez)

4-  Abel Baptista (CDS/PP)

5- António Teixeira Rodrigues (presidente Distrital da JSD e dos Arcos de Valdevez)

6-  Liliana Silva (Caminha)

7-  Jorge Américo (Monção)

8-  lugar reservado ao CDS/PP (?)

9-  André Rodrigues (Paredes de Coura)

10-  Lugar reservado ao CDS/PP (?)

11-  Alberto Vila (Valença)

 

COMISSAO POLITICA DISTRITAL DO PS REUNIU DE EMERGÊNCIA

Noite quente,ontem, em Paredes de Coura!

 

O líder do Partido Socialista, António Costa apresentou à Comissão Política Nacional uma lista final de candidatos a deputados diferente daquela que tinha sido aprovada pelo Secretariado e Comissão Politica da Federação. Segundos os estatutos, o líder máximo do partido tem direito a 1/3 da lista, tendo a mesma sido cumprida pela escolha de Tiago Brandão Rodrigues, cientista conceituado para cabeça-de-lista do partido.

Sucede que depois de aprovada a lista nos órgãos distritais nada seria de esperar que esta tivesse alterações, com a inclusão da actual deputada Sandra Pontedeira ( Vila Nova de Cerveira) em detrimento da eleita Dora Brandão (Arcos de Valdevez). Assim, de acordo com fonte ligada ao processo a Comissão Politica Distrital do PS reuniu, ontem, num clima tenso, de elevada crispação para discutir o assunto em causa.

 

Dora Brandão dos Arcos de Valdevez, tida como Segurista, foi vetada por António Costa e segundo fonte do MD, a reunião à porta fechada teve momentos tensos, de enorme crispação, com uma revolta muito grande por parte dos Comissários Políticos distritais e com um abrir de feridas que nunca tinham sido totalmente saradas na luta nacional das primárias.

Contactados diversos membros da Comissão Politica nenhum se mostrou disponível para prestar declarações e muitos deles mostraram-se «desiludidos e tristes com este processo», não negando o mal-estar que se vai vivendo dentro do partido. Um dos membros contactados afirmou, contudo, que o actual Secretário-Geral do partido, António Costa «agiu de má-fé, abrindo uma crise sem precedentes na história do partido distrital e que agora vai ser difícil ultrapassar tudo aquilo que foi feito».

 

Texto do semanário minhodigital

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publicado às 11:17


1 comentário

De Vitor a 08.08.2015 às 21:12

a trapalhada e o mote da nossa política tanto local como nacional. Vale tudo. É pena que o nosso PSD resista aqui em Caminha sem mudar a bitola do discurso. a Liliana filha de quem é não podia ser pior escolha. Temos um presidente fraco, parolo que só vê microfones, rodeado por uma equipa fraca e tresmalhada e por uma bando de incompetentes.
A Liliana e outra parola de saltos altos, mal criada e sem maneiras. Quer guindar-se atordoo custo. Segue a regra da mentira e da compra de jornais, aliando-se a outra maluca que está a ser julgada por crimes de fraude. Pior é impossível.
O presidente diz que não tem dinheiro a não ser para estarolas, não paga a quem deve e ainda traz as mulheres dos camaradas de partido para fazer coisa nenhuma. Depois vai buscar os escritórios de advogados onde estão osamigos da faculdade. Não sei que diga. Só me apetece emigrar mas não sei pra onde.

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