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A Casa Ventura Terra merece melhor sorte

por pubicodigital, em 01.07.13

A Câmara Municipal de Caminha, depois de se ter revelado incapaz, durante onze anos, de preservar e valorizar a Casa Ventura Terra, em Seixas, freguesia natal do grande arquiteto português, imóvel por si adquirido em 2002, deseja agora, a três meses de eleições, entregar esse património municipal, em regime de comodato, por um período de 30 anos, a uma associação de direito privado fundada há apenas um ano — "Associação Ventura Terra", com sede em Barcelos — da qual não se conhece qualquer actividade realizada ou currículo dos seus responsáveis.

O Bloco de Esquerda de Caminha procurou sensibilizar a Assembleia Municipal realizada em 28 de junho para a irresponsabilidade da viabilização desse protocolo mas encontrou todo o tipo de dificuldades, a começar pela falta de acesso a uma informação fundamental: o “Programa Estratégico de Reabilitação da Casa Ventura Terra” realizado em 2010 por uma arquitecta com créditos firmados no estudo da obra e vida de Miguel Ventura Terra (1866-1919), técnica superior da própria Câmara Municipal de Caminha. É absolutamente inexplicável o facto desse documento, citado no articulado do protocolo como seu fundamento e caução, não ter sido apresentado aos deputados municipais, mesmo depois de ter sido pedida oficialmente, com a antecedência devida, a sua consulta.

 

Com a inaceitável falta de transparência deste processo, exige-se que a Câmara Municipal de Caminha divulgue rapidamente o “Programa Estratégico de Reabilitação da Casa Ventura Terra” e o coloque em discussão pública na freguesia de Seixas e em todo o concelho, de modo a perceber-se da sua compatibilidade com o disposto no protocolo com a "Associação Ventura Terra" que, entre outras disposições, entrega a esta associação a tarefa de elaborar o “projeto de requalificação de arquitetura” — que poderia ser realizado pelos quadros da Câmara, entregue a um arquiteto de reconhecido mérito ligado ao concelho ou até à Ordem dos Arquitetos —, sendo que depois já não a responsabiliza pelo seu financiamento mas a autoriza “a ceder a terceiros a exploração de espaços”, bastando-lhe a autorização da edilidade.

 

 Em defesa da causa pública, dos melhores interesses dos munícipes de Caminha e de toda a comunidade cultural portuguesa, é pois indispensável que, antes de assinar qualquer protocolo comprometedor, a Câmara Municipal de Caminha, disponibilize toda a informação sobre este processo. A Casa Ventura Terra merece melhor sorte.

 

 Núcleo Concelhio de Caminha do Bloco de Esquerda

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publicado às 13:27


16 comentários

De Anónimo a 02.07.2013 às 11:20

É pena o Núcleo Concelhio de Caminha do Bloco de Esquerda não tome medidas em relação ao atentado urbanístico nas estruturas da zona ribeirinha de Vila Praia de Âncora e do assoreamento do respectivo portinho.

Isso sim, é mais que motivo para tomarem medidas de força, está em causa empregos, embarcações, movimentos de lota e muito mais grave a SEGURANÇA das tripulações.

Querem fazer alguma coisa????? Núcleo Concelhio de Caminha do Bloco de Esquerda!!!!!! no portinho de Âncora é só trabalhar, tem muito aonde se mexerem.

Neste momento o portinho de Âncora será o maior problema deste concelho, acho que deve empregar mais de 150 pessoas directamente e mais 100 pessoas indirectamente.

Este concelho não se pode dar ao luxo de perder estes trabalhadores por falta de navegabilidade do porto de mar.

Espero que alguém diga neste blog quanto é movimentado por ano em lota de Âncora para se ver a magnitude desta pequena industria.

Acordem senhores políticos e pseudó-políticos do concelho de Caminha.

De Anónimo a 02.07.2013 às 13:57

Penso que o movimento de lota será muito perto dos 500 mil euros, mas o objetivo das obras (gastos de mais de 5 milhões de euros) e ter o porto navegável poderá passar para 1 milhão de euros/ ano.

Se tiver errado por favor corrigem.

De Vilarmourense a 02.07.2013 às 19:16

Com todo o respeito pelo problema do portinho de Ancora, não é disso que fala o actual post. Sr. anónimo, os pescadores de Ancora tem de se organizar em torno das suas associações e lutar. Já todos perceberam que na Assembleia Municipal as vozes são muito fracas e frequentemente abafadas pela demagogia e populismo barato e maleducado da presidente.

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