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Os vereadores do PSD propuseram o adiamento da discussão e votação das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2014, logo no início da última reunião camarária, alegando a existência de "erros" nas contas colocadas à sua apreciação.

A maioria socialista não comungou desta apreciação, votou os documentos, aprovou-os com quatro votos favoráveis, dois contra (Flamiano Martins e Liliana Silva) e uma abstenção do vereador Mário Patrício.

Flamiano Martins evidenciou desagrado pelo facto de dizerem que desaparecera dinheiro dos fundos disponíveis em dois meses: - "não houve qualquer tsunami", frisou, assegurando que no seu tempo tinham sido "adiantadas receitas" para compor os fundos disponíveis, procedimento idêntico aconselhado ao actual executivo, porque "todas as câmaras o fazem", quando confrontadas com a Lei dos Compromissos acentuou.

 

 

Face às dúvidas dos números e às interpretações que eventualmente possam ser feitas sobre eles, o vereador Guilherme Lagido foi assertivo, ao peguntar a Flamiano Martins se duvidava que "a opinião de um Revisor Oficial de Contas (ROC) era diferente de outro Revisor Oficial de Contas".

Como o edil social-democrata lhe retorquiu que cada vez tinha mais dúvidas sobre o que Guilherme Lagido perguntara, este voltou a confrontá-lo sobre se sabia o que era um Revisor Oficial de Contas, ao que este respondeu que não.

Guilherme Lagido disse ainda que Flamiano Martins não poderia confundir um ROC com "um técnico de contas qualquer", insistindo que o que estava em causa não eram opiniões diferentes mas sim números, além de que um ROC "tinha responsabilidades acrescidas mestas matérias".

Este edil socialista voltou a recordar a confusão criada em sessão anterior pelo PSD com a integração das cauções nas receitas camarárias, o que não correspondia à verdade, frisou.

Esta questão da falta de dinheiro nos cofres camarários e com os polémicos fundos disponíveis a zero, levou o presidente da Câmara a intervir, reafirmando o que dissera na conferência de imprensa - "A Câmara de Caminha não tem dinheiro para encomendar um prego que seja!".

Contrariando o ruído que se possa fazer, Miguel Alves chamou a atenção para a gravidade da situação face aos dados já disponíveis.

De modo a clarificar o que são fundos disponíveis, o autarca explicou que se trata de "montantes disponíveis a 90 dias e que não estão comprometidos ou não estão gastos".

Embora dando o benefício da dúvida sobre a ignorância de Flamiano Martins sobre a real situação das contas camarárias, devido ao seu envolvimento na campanha eleitoral o que poderá ter originado que "tenha perdido o fio à meada", Miguel Alves voltou a avançar com os dados detectados pela auditoria.

A 30 de Junho de 2013, havia um saldo positivo de 243.000€ de fundos disponíveis. Mas em Julho, os fundos disponíveis já eram negativos em 1,9 milhões de euros. No mês de Agosto, os montantes disponíveis eram de 3,8 milhões negativos, passando para 3,5 milhões de euros negativos no mês seguinte.

Isto equivale a dizer, que o anterior executivo, nesses últimos três meses, assumiu compromissos no montante de 3,8 milhões, quando já possuía um saldo negativo de 3,5 milhões de euros.

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publicado às 15:11


3 comentários

De Anónimo a 05.01.2014 às 12:02

Isso é desculpa para quem não tem capacidade de trabalho, inteligência , vontade, equipa de trabalho mediana para ultrapassar as dificuldades. Será que é só a câmara de caminha está nesta situação?

As outras câmaras param com estes contratempos? Não. É nestas situações que se vê quem é inteligente, trabalhador, astuto, empreendedor, inovador, capacidade de trabalho e equipa forte.

Quando se tem dinheiro e trabalha-se numa câmara de Lisboa, talvez a câmara mais rica do pais tudo é fácil, a dificuldade é trabalhar em locais a onde o dinheiro escasseia , a onde tem que se fazer tudo , a onde o essencial não existe, a onde serviços básicos escasseiam, a onde infra-estruturas são básicas, a onde indústria não existe, a onde agricultura e uma miragem, a onde a pesca é abandonada, e etc.

Portugal e os seus governantes só conhece Porto e Lisboa o resto é paisagem e quem já trabalhou nesses locais deveria ter essa sensibilidade. As câmaras da província como dizem em Lisboa TEM QUE SE ENDIVIDIR PARA CONSEGUIR ATINGIR OS OBJECTIVOS ANTERIORES.

Quem se candidatou tem a obrigação moral, pessoal e política se resolver os problemas financeiros e financiar-se. Como, a onde e em que moldes é um problema de quem quis este desafio. O endividamento da câmara de caminha foi com objetivo de desenvolver o concelho, se foi bem aplicado? Para este novo executivo, não. Para o anterior, sim.

Com isto quero dizer (escrever) que está na altura deste novo executivo parar com o endividamento (não ter dinheiro para comprar um prego) arregaçar as mangas e trabalhar foi para isto que se candidatou e foi eleito, não tem capacidade, só tem um remédio, demitir-se por falta de capacidades financeiras e administrativas.

Chega do murro das lamentações, queremos trabalho, chega de ilusionismo de diretos e discursos floreados, chega de ser o menino bonito de Lisboa que seduz toda a gente, chega de resolver situações fáceis ou que já estavam praticamente resolvidas, esta na altura de pegar nos dossiês complicados como por exemplo o saneamento, indústria, agricultura, pesca, turismo, ambiente e emprego e resolvê-los . É aqui que se vai ver a maturidade deste executivo.

O concelho de Caminha tem características muito próprias e sociologicamente com carácter muito próprio que só quem vive diariamente neste contexto o consegue desvendar, que infelizmente não parece ser a "a praia" do Miguel Alves e Lagido neste caso o presidente e Vice-presidente. Sou do concelho e há muitos anos e nunca vi estas figuras, para não falar do restante executivo.

Como nota final, menos barulho de fundo e mais trabalho em relação ao novo executivo, não posso terminar sem deixar um reparo para a oposição PSD antes de falarem, parem, pensem, parem, pensem várias vezes antes de abrir a boca.

De jose antonio a 05.01.2014 às 18:05

pelo seu discursso amigo já vi tudo!!! entao o senhor se está endividado o banco empresta-lhe mais dinheiro? pergunto eu?? acreditava nisso noutro tempo!! hoje nao!!!isso prova que o meu amigo é daqueles como o socrates (a divida publica nao é para pagar)!!ganhe juizinho amigo !nao dee maus exemplos!devemos primeiro pagarmos aquilo que devemos e depois das contas em dia partimos para outra!!é assim que o pais devia seguir esta velha maxima!!se calhar hoje tal como o país as familias estariamos numa situaçao financeira bem melhor!! isso chama-se seriedade! e o senhor talvez nao o seja!!porque se nao nao dava esses exemplos de falta de rigor!!como dizia o dr guilherme lagido e bem a camara de caminha ao longo destes anos todos andava a ser gerida por um qualquer tecnico de contas!!! e nao pode!!!! tem que ser alguem com capacidade tecnica e nao de alguns iluminados !!por isso isto nao tem a ver com a falta de capacidade do presidente ou de quem quer que seja!!tem a ver com numeros!!e o senhor talvez nao seja empresário ou pelo menos empregador se nao sabia do que estou a falar!!!falta-lhe talvez a universidade da vida.... abraço e deie bons exemplo aos seus netos de pagarem sempre as suas continhas!!!

De anonimo a 06.01.2014 às 15:01

Sr José António, a Câmara de Caminha, não é gerida como exemplo da gestão da sua família, uma coisa é a gestão individual, gestão familiar, gestão empresarial e gestão municipal o exemplo que deu é duma burrice sem limites,

Em relação ao comentário do "...guilherme lagido e bem a camara de caminha ao longo destes anos todos andava a ser gerida por um qualquer tecnico de contas!!! e nao pode!!!! ..." não tem moral nehumaé só ver como ele deixou o Parque Nacional da Peneda Gerês. Mais alguma coisa senhor José António...........

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