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Na sequência das tomadas de posição da Corema e do Partido Socialista/Caminha, a Câmara Municipal não teve alternativa e mandou embargar as obras da fábrica de betão, que já laborava a todo o vapor na Gelfa, embora não tivesse qualquer licença, nem de edificação, nem de exercício da actividade industrial: "Fabricação de betão pronto - Preparação e entrega de betão pronto". O presidente da Junta de Âncora já tinha inquirido, por carta, a Câmara, em Março, mas a resposta só chegou esta semana, na passada quarta-feira, quase dois meses depois!

 

A Câmara Municipal não pode dizer que não sabia, mas aparentemente ignorou o alerta e o pedido de explicações do presidente da Junta de Freguesia de Âncora, António Brás, expressos em carta datada do passado mês de Março.

Na reunião do Executivo de quarta-feira última, presidida por Flamiano Martins, foi o vereador Mário Patrício quem informou que a obra tinha sido embargada, mas garantiu que a empresa não é poluente e chegou mesmo a desabafar: "as pessoas constroem as casas à beira das zonas industriais…"

 

Jorge Miranda, vereador socialista exigiu explicações dobre a instalação e laboração da unidade industrial de fabrico de betão. A resposta foi que a obra tinha sido embargada, mas o desconforto da maioria PSD era evidente. No mesmo dia, o presidente da Junta de Freguesia de Âncora recebia a resposta às suas inquietações, com quase dois meses de atraso - mesmo a seguir às notícias da imprensa e aos comunicados da Corema, do Nuceartes e do PS/Caminha.

Ao pedido de esclarecimento de Jorge Miranda respondeu o vereador Mário Patrício, com um ou outro aparte do vereador Flamiano Martins. O socialista sublinhou a "dimensão importante" da unidade e criticou a resposta reactiva da Câmara, por actuar apenas depois da exposição pública do caso e na sequência de vários comunicados.

Para Mário Patrício, a indústria não tem qualquer impacto ambiental e é apenas um armazém onde se misturam produtos.

Querendo ajudar o colega, Flamiano Martins tentou ainda explicar: "é uma central onde se faz massa e cria quatro postos de trabalhos". O presidente em exercício, agastado, ainda tentou desvalorizar: "têm lá dois depósitos, que se retiram se for preciso. A construção são quatro ou seis pilares de betão, só isso".

 

Mário Patrício também lembrou que licenciou indústrias deste tipo em Valença, referindo que "lá o PDM permitia". Para o vereador, o problema será a "linha" de separação entre zona industrial e terrenos urbanos, mas, "quem compra um terreno urbano para fazer uma casa sabe que está ali ao lado a zona industrial", concluiu.

Mário Patrício disse ainda que a indústria é necessária e lembrou que "em todas as zonas industriais há poeiras e ruídos". A certa altura, e apesar de ter revelado que foi ele quem mandou embargar a obra, Mário Patrício declarou: "eu não sei o que está lá".

 

Seja como for, às definições de Flamiano Martins ("É uma central onde se faz massa") e de Mário Patrício ("É um armazém"), convém lembrar a descrição da actividade, que consta do documento oficial de constituição da empresa: "Fabricação de betão pronto - Preparação e entrega de betão pronto".

 Quanto ao facto da obra ter avançado sem licença, Mário Patrício disse que não acha bem, mas culpou o Direito Administrativo por, digamos, facilitar este tipo de procedimento, ao prolongar os processos em tribunal.

 

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publicado às 14:12


9 comentários

De Valenciano a 27.05.2013 às 21:45

O Mário Patricio se tivesse vergonha nem sequer falava em Valença porque ao dizer o que lá fazia vem-me logo à ideia o escandalo(entre outros) que foi quando ele era Administrador daValorminho e que comprou um Falcão(Ave de rapina que tinha por objectivo afastar as gaivotas do lixo)em nome da cunhada Maria das Neves para ele facturar o aluguer da ave à Valorminho em nome dela a preços exorbitantes.(é claro que o dinheiro quem recebia era ele Mário Patricio)
O carro (carrinha Volvo) que esteve ao serviço dele, enquanto Administrador, e que depois por um valor residual ficou para ele próprio , agora passou para a cunhada- pagamento de favores?- É de lembrar que a cunhada é arquitecta na Câmara de Caminha.
A tudo isto se chama honestidade e transparência de procedimentos a mesma com que está a ser construida a central de betão em Âncora e aqui com a agravante da anuência do candidato à Presidência Câmara de seu nome Flamiano Martins.
Caminhenses Abram os olhos e vejam bem porque é que eles se encobrem um ao outro são farinha do mesmo saco.

De Dragon a 28.05.2013 às 18:46

Onde está agora o dito falcão (ave)? É que isto também me parece uma questão de uso e abuso dos animais. Será que o mataram para uma jantarada?
É caso para perguntar ao brasileiro se a associação dos animais não deve intervir perguntar ao senhor vereador Patrício o que fez ao bicho, quando deixou de render ouro.

De Ai Ninas a 28.05.2013 às 18:49

A cunhada ficou com os restos. O Volvo já não interessa, porque o Patrício tem um carro novinho em folha. Consta que quem o comprou foi o mesmo que ia levar envelopes de dinheiro ao BPN. Ora adivinhem lá quem será o mecenas?

De Águia a 27.05.2013 às 17:17

ESTE SÁBADO, repito, ESTE SÁBADO, DIA 25 DE MAIO. estavam a trabalhar a todo o gás nesta fábrica clandestina. A Câmara deixa e aprova porque são da família (!)
É UM CASO DE POlÍCIA. DIZ A LEI QUE È DE COMUNICAÇÃO OBRIOGATÓRIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO.
ESTE COMPADRIO NÃO PÁRA. O QUE SE ESCONDE DEBAIXO DISTO?

De Zé Palerma a 26.05.2013 às 22:16

O meu nome é zé palerma mas estes que estão na Câmara a brincar aos presidentes e vereadores é que são os verdadeiros palermas para não lhes chamar palhaços o que se passa nas reuniões de câmara é um autentico circo é preciso lembrar ao Mário Patricio que ele em Valença não licenciou coisa nenhuma lá ele dava pareceres porque era um simples para não dizer reles técnico.
O Flamiano coitado disseram-lhe que aquilo era para fazer massa e ele pensou que era massa esparguete ou cotovelos para ele distribuir(em troca de votos) de porta a porta na vespera de eleições conforme fez nas eleições passados com os alimentos que a segurança social manda para serem dados aos pobres.
Probre Flamiano.....Assim não chegas lá!! Assim só chegas à cadeia mais cedo que o que pensas, oh!oh!!!!

De Amélia a 23.05.2013 às 14:35

Sabem me dizer de quem é a empresa? Essa resposta explicaria muita coisa. Quando é que esta Câmara deixa de favorecer amigos. Será que o dono da empresa já deu a cara no Boletim Informativo. Se deu entede-se o favor. Dá muito jeito deixar aparecer a foto a parabenizar a Câmara pelos seus projetos. Por norma o município dá contrapartidas. Senão vejam as fotos dos que já lá apareceram e relacionem as ligações e respetivas contrapartidas.

De Águia a 24.05.2013 às 16:31

Eu investigava as ligações parentais ao futuro candidato à Junta de Âncora - do PSD claro. Ai Flamiano, Flamiano....é cada cavadela cada minhoca

De Lopes a 21.05.2013 às 13:59

É preciso ter lata. Um diz que é um armazem, o outro diz que é onde se faz massa. Que massa? A que falta nos cerebros deles?

De Magistério a 21.05.2013 às 07:19

Estes pândegos fazem a merda e depois que a opinião pública se manifesta desculpam-se e até dizem "eu não sei o que está lá".Se não sabe devia saber, porque é para isso que lhe pagam. Quanto àquela zona industrial é preciso ter muito cuidado, pois apenas são viáveis empresas isentas de poluição do ar, sonora, da água e do ambiente em geral. É impensável outra coisa.

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