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A percentagem de credores (reclamando um total de 40 milhões de euros de dívidas) favoráveis à aprovação de um plano de viabilização gizado pelo administrador da insolvência desta empresa de obras públicas, não foi suficiente para a salvar.

A maioria dos cerca de 200 trabalhadores (credores de cinco milhões de euros), BES (credor de 44% da dívida), a Segurança Social e outras entidades optaram pela venda da massa falida e recebimento de activos da empresa, nomeadamente o respeitante a pagamentos de obras públicas em que a empresa era especialista.

A insolvência acabaria por ser decretada há pouco ais de um ano, mas o obra no Portinho, a cargo do Estado, prosseguiu, estado prevista a sua conclusão até final deste ano.

 

Situação mais complicada poderá advir da empreitada de instalação da rede de saneamento a sul de Vila Praia de Âncora, Vile e Riba d'Âncora, adjudicada a esta empresa pela Câmara de Caminha, e cujos trabalhos finais apontavam para o terceiro trimestre do próximo ano.

E como será em Janeiro que o processo de conclusão de encerramento da empresa terá de ficar concluído, podendo, a partir daí, começar a ser pagos os créditos, esta última obra deverá merecer um reexame atento por parte do município.

Preocupante é a forma como o espaço onde labora a pedreira, a norte de Vila Praia de Âncora, que irá perdurar no tempo como uma ferida aberta na paisagem.

Estará previsto algum tipo de recuperação paisagista? Teremos uma posição enérgica da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora na defesa dos interesses locais ou continuará a ser feita vista grossa como até agora?


Texto parcialmente extraido do semanário digital Caminha2000

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publicado às 15:02


11 comentários

De Lopes a 11.11.2012 às 11:32

O comunicado do deputado Jorge Fão sobre esta questão é uma vergonha. Reduziu a questão ao "fado dos desgraçadinhos", sem fazer uma análise séria e objectiva como se impunha. Parece que não percebe que grande parte destes novos desempregados, a maioria acima dos 4o anos e do seu próprio Concelho, dificilmente encontrarão alternativas que não seja emigrar ou viver da caridade alheia quando se esgotar os subsídios de desemprego. Parece não ter percebido o problema que causa o abandono daquela pedreira e o impacto ambiental que ninguem quer assumir. Parece não perceber o drama dos moradores da zona norte de Ancora que irão ter mais uma guerra à porta para conseguirem a minimização dos estragos causados na paisagem, nos caminhos e nas linhas de água. A única coisa que parece ter compreendido é que a empresa e os seus administradores eram muito bonzinhos...
Acho que perdeu uma boa ocasião para ficar calado.

De A.P. a 06.11.2012 às 19:10

A terceira geração é fatal nas empresas familiares. Tudo rouba e ninguem se entende. Depois os trabalhadores é que se lixam e neste caso só ganham os vizinhos da pedreira que não tem mais problemas com as poeiras nem com os rebentamentos que danificavam as casas. Quem é que vai assumir os custos de recuperação do espaço da pedreira? Ou vai ficar mesmo assim?

De Zorro a 05.11.2012 às 21:35

Agora fica aquele escarro na paisagem litoral e nem uma palavra da Julia Paula (ainda será presidente?), nem do Flamiano que anda a ver passar os comboios. Eles sempre pactuaram com os Aurelios porque eram uma das principais fontes de financiamento das campanhas. Nunca ninguem os contestou porque estavam sempre colados ao poder e agora vila Praia de Ancora e Moledo é que ficam com com a fava, para não falar dos trabalhadores, muitos deles com mais de quinze e vinte anos de casa.

De Joca a 07.11.2012 às 00:09

O Flamiano anda com o Marcos e a Helena Amorim a chular os comerciantes e as empresas. É tudo uma corja vergonhosa. Podiam ir ao Hotel Porta do Sol que esses é que devem ter um saco azul para lhes pagar a campanha, com os milhares que meteram o bolso da água que a câmara perdoou.. mas se calhar foi sempre essa a ideia.

De Red Baron a 04.11.2012 às 19:27

Esta notícia vem dar razão à Camara, que quer internacionalizar a economia do concelho. Os Aurélios abrem falencia e os ex-trabalhadores emigram. Querem melhor internacionalização?

De pascal a 04.11.2012 às 22:44

Parece impossível o Marcos Cristi não ter dado um jeito nisso.
Certo é que todos os utilizadores dos arruamentos, da terra do pretenso presidente da CMC, de Vile e da estrada nacional 305 ficaram altamente prejudicados, pelas condições terceiro mundistas em que aquelas vias se mantêm. Será que ninguém assume os incómodos e prejuízos causados pelo facto de uma obra pública ter tido início vai para mais de 10 meses e não terem sido repostos os pavimentos como a lei impõe? Obra pública pensamos nós, por ser em vias municipais e em estrada nacional, porque passado todo este tempo, ainda não foi vista qualquer placa identificativa da obra, preço da mesma, prazo, comparticipação da U. Europeia e restantes preceitos. Será que a publicidade só vai ser posta em 2013?
Mais caricato ainda é uma obra que se pensa ser de saneamento básico ter início onde os dejectos são lançados na rede, pois, são conhecidas as capacidades da chamada ETAR da Gelfa. Que se saiba aí não se vê obra. Será que está prevista? A dita "oposição" também já tem medo de questionar ou coadjuva nestas realidades que imperiosamente são preocupantes a todos os níveis?

De Carlos Viana a 05.11.2012 às 03:49

Se a Câmara de Caminha pagasse o que deve aos Aurélios, talvez não se tivesse chegado a esta situação. Tenham vergonha e paguem o calote para, ao menos, ser distribuído pelos credores. Cambada!

De Ric a 04.11.2012 às 18:00

A cambada da Júlia Paula aprendeu uma palavra nova: Empreendedorismo. Mas é como os ignorantes com a tabuada: sabem a música mas não sabem a letra.
É por isso que não temos emprego, nem agora nem no passado. Foram 11 anos de marasmo e obras de fachada a fartar vilanagem e a encher os bolsos.
Com o Passos em São Bento veio a machadada final. Incompetentes no governo com incompetentes e aproveitadores na câmara, temos um concelho na penúria, a estender a mão aos resgates e mesmo assim para pagar as dívidas da água.
Só à chapada. São todos culpados.
Quando uma empresa morre deviamos ter alternativas, poder reagir. Em Caminha não há nada. Vai agora a Misericórdia copiar a Câmara de Cerveira e criar uma loja social e estender a mão à caridade. O "brasileiro" que abra os cordões à bolsa, já que um filho mama na câmara, o outro no lixo e ele e o resto mamam no que podem, sempre no erário público, por isso o apoquenta tanto o fim de certas freguesias que ajudavam a sustentar a santa família.
Ao que nós chegamos.

De Luciano a 04.11.2012 às 17:49

No meio da desgraça há sempre uma anedota. O fantoche do Flamiano Martins - vice-presidente da Câmara de Caminha e candidato a presidente - contactado pelo pasquim de serviço, disse que foi apanhado de surpresa pela falência da empresa e não sabe calcular o impacto do encerramento na empreitada que tinha sido adjudicada à empresa e está ainda longe do fim.
Surpresa é favor. Com a possibilidade em cima da mesa, cabia a esses paspalhos acautelar-se e saber o que fazer se o anunciado acontecesse, como infelizmente aconteceu.
Não sabe calcular, que miséria.
Já agora - e os trabalhadores - estes e os outros? Como este executivo não criou condições para a vinda de empresas quando podia, não fez a zona industrial que prometeu entre Vilar de Mouros e Argela nem incentivou ao investimento, o cenário é pior que negro.
E agora ainda não sabem calcular.... Já que percebem tanto de viagens de turismo de e para o Rio de Janeiro, está na altura de trazer os investidores e criar emprego. Estamos à espera, mas trouxemos o banquinho para não nos cansarmos demais.
A resposta segue nas urnas, esperamos, se este povo mostrar que sabe reconhecer a indigência de ideias e projectos e correr com esta corja como eles estão a pedir há muito tempo.

De Leu a 04.11.2012 às 17:05

Mas a JF de Vila Praia de âncora alguma vez se preocupou com os interesses locais? ia ser agora!
O Marques anda aflito mas é por causa da lista para a câmara e não perdeu ainda as esperanças. O Humberto quer ser número dois porque está convencido que é desta que passa a número 1 com a saída de cena do Flamiano, que vai desta para pior quando for constituido novamente arguido e acusado.
Vêm aí mais surpresas para este indivíduo e o Zé das Vacas já pode pensar em que sitio quer ir bater com os costados, mas eu proponho a cadeia de Santa Cruz do Bispo porque sempre é uma quinta e pode dedicar-se à agricultura.
A Taxa e a filha do João Silva vão arrancar os cabelos uma à outra pelo lugarzinho na lista também. O governo não tarda acaba com a Ancorensis e as duas vão para a rua.
Eu cá acho que não vale a pena andarem todos às turras por causa da lista porque vão todos com o raio que os parta, porque o povo de Âncora e do concelho em geral já viu o que move esta cambada.
Alguém viu algum destes cromos defender Vila Praia de Âncora, a paisagem, o ambiente?
A pedreira deu cabo de várias casas e agora fica como um cemitério.

De Anónimo a 26.11.2012 às 14:34

Deixe lá que o senhor também me saiu cá um cromo defensor dos interesses de VPA. Consegue misturar aspirações políticas com a possibilidade de fecho de uma instituição. Instituição essa que até há bem poucpo tempo era a segunda maior entidade empregadora do concelho. Pelo menos seja um cromo sensato. O que parece ser pedir de mais. A Ancorensis teve a infelicidade de ter que despedir muita gente, fruto da conjuntura económicae fruto da mudança de direção, mas cumpriu com todos os seus deveres para com os trabalhadores e não reduziu o salário aos que ficaram, ao contrário de algumas entidades empregadoras do concelho. Não misturem instituições válidas a quem o concelho muito deve com politiquices. E, já agora, se quer opinião o PSD com um pouco de sorte tem lugar para as duas, com a quantidade de arguidos que ainda vão surgir....

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