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Acusações mútuas de mentira

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Miguel Alves já anunciara na última Assembleia Municipal que uma queixa apresentada por João Silva, ex-chefe de Gabinete de Júlia Paula, contra a instalação do "Continente" em Vila Praia de Âncora, não tinha prosperado junto do tribunal competente, de acordo com a posição do Ministério Público. O autarca recordara ainda os vaticínios agoirentos surgidos na altura sobre as consequências da existência de uma média superfície comercial no comércio local, dizendo agora que esses presságios não se tinham confirmado.

e.jpgO vereadora social-democrata Liliana Silva não gostou do que ouviu, discordou que tudo corresse bem e, muito menos que tivesse sido assinalado o seu pai ("é meu pai com muito orgulho", vincou) como a pessoa que tinha dado a cara contra o "Continente".

"PSD mentiu com todas as letras"

O presidente do Município acusou ainda o PSD de estar a falar numa verba de 90.000€ gastos com a defesa da sua posição, face à acção movida por João Silva contra a Câmara e o Ministério da Economia, quando, na verdade, esclareceu, apenas tinham pago 2.300€ ao gabinete de advogados de Aguiar Branco, ex-ministro do anterior Governo sublinhou. Explicou ainda à vereadora que os 90.000€ eram o limite do contrato estabelecido com esse gabinete, mas que apenas iriam utilizar o total desse montante à medida que fosse necessário, como foi o caso em apreço.

Miguel Alves exclamou que o PSD mentiu (soletrou todas as letras da palavra) "como o tamanho da lata da fábrica da Coca Cola", e Liliana Silva devolveu a mesma palavra e lamentou a argumentação (da lata) utilizada pelo eleito socialista.

"Não tem que apontar o dedo à pessoa"

Contudo, a edil ancorense barafustou por se pretender "dar um cariz político à queixa", recordando que seu pai tinha sido dos que mais lutara pela deslocação do "Intermarché" para a periferia de Vila Praia de Âncora, quando pretendeu instalar-se no concelho, há uns largos anos atrás.

w.jpgNão gostou que o nome de seu pai fosse ventilado publicamente, falou em cidadãos de primeira e de segunda, só porque seu pai tinha "dado a cara" em nome de comerciantes que o teriam abordado para os defender, além de andar "há tantos anos a trabalhar para este concelho", atirou.

"O meu pai não tem medo da perseguição"

Referiu que "ainda bem que (seu pai) não tem medo da perseguição", referiu, insistindo que o presidente da Câmara "não tem que apontar o dedo à pessoa, nem citar os seus cargos políticos".

Tentando também contrariar a tese de Miguel Alves de que nada de grave se passara em Vila Praia de Âncora com a abertura do novo hipermercado, Liliana Silva apontou alguns exemplos de comércios entretanto encerrados (um talho, uma peixaria, um mini-mercado) e, garantiu que "muitos sobrevivem com as suas economias que tinham a prazo".

Miguel Alves insistiu na conotação política da acção judicial

A discussão prolongou-se, e Miguel Alves refutou a ideia expressa pela edil "laranja", da não existência de reflexos políticos na intervenção de João Silva (conhecido nos anteriores mandatos como o Richelieu do regime, refira-se).

O chefe do Executivo recordou que ele fora adjunto e chefe de gabinete da anterior presidente, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, além de ex-deputado municipal e membro dos órgãos autárquicos de Vila Praia de Âncora em mandatos anteriores, recorde-se.

Por isso, o autarca desafiou Liliana Silva a pedir desculpa pela referência aos 90.000€, e que não escondesse os contornos políticos da acção judicial. Liliana Silva devolveu a acusação de mentira.

Vila Praia de Âncora "não definhou"

"Está a tentar cavalgar uma derrota profunda do PSD" neste caso do "Continente", aduziu Miguel Alves no calor da discussão, e, "ainda por cima em Vila Praia de Âncora", o que lhes doía mais, sublinhou, levando a sua opositora a replicar que "o que eu quero é o melhor para Vila Praia de Âncora".

O tom foi-se elevando, com Miguel Alves a dizer que "política é trabalhar para as pessoas e a senhora não percebe o que é política", replicando Liliana Silva que Miguel Alves mente quando diz que há 80 ou 90 trabalhadores no "Continente", quando apenas são 35 ou 40 a trabalhar lá.

 

caminha2000

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publicado às 12:00


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