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A trapalhada eleitoralista do executivo PSD em volta do Festival Vilar de Mouros conduziu ao resultado esperado e que o C@2000 tinha previsto. Miguel Alves informou esta semana o executivo sobre a notificação acabada de chegar do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) dando conta da recusa de registo da marca "Festival Vilar de Mouros" em nome da Câmara de Caminha e da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros. Motivo: a marca já tem dono. Mais uma embrulhada para o novo presidente resolver, mas parece haver luz ao fundo do túnel e o autarca quer o assunto decidido na próxima semana.

A má notícia que faz "tremer" a edição do próximo ano do Festival Vilar de Mouros não surpreende, mas a aparente irresponsabilidade de quem conduziu todo o processo, a trouxe-mouxe e sem olhar a meios para chegar a fins, está a deixar irritados os demais envolvidos e já há quem se sinta desrespeitado, sobretudo entre os vilarmourenses.

 

Miguel Alves, prudentemente, não soltou a "bomba" sem acautelar os prováveis danos. Cumprindo o dever de informar os vereadores, o presidente não deixou de ser assertivo: "Isto diz duas coisas: primeiro: a Câmara Municipal de Caminha, no momento em que decidiu atribuir a organização do Festival Vilar de Mouros, com a marca 'Festival Vilar de Mouros', não tinha o poder de o fazer. Em segundo lugar: temos um problema para resolver".

 

O presidente explicou a seguir que a sua primeira preocupação foi entrar em contacto com o proprietário da marca "Festival Vilar de Mouros", pois "só é possível resolver esta situação se conseguirmos uma declaração de consentimento do titular do sinal obstativo".

"Tive a oportunidade de falar telefonicamente com este senhor. Da conversa que eu tive vi que há disponibilidade para nos encontrarmos e há disponibilidade para resolvermos o problema. Para tranquilidade de todos, devo dizer que encontrei no titular da marca "Festival Vilar de Mouros" uma abertura total para tentarmos encontrar uma solução. Há também a necessidade, que me pareceu óbvia, de fazermos uma resenha histórica e de dar uma explicação sobre esta matéria", acrescentou.

Seja como for, a verdade é que, neste momento, a edição 2014 está nas mãos de uma pessoa, Jorge Alberto Ferreira Gomes da Silva (da PortoEventos), o detentor da marca "Festival Vilar de Mouros" desde 27 de Junho de 2006 e até 28 de Dezembro de 2015, se assim o pretender.

 

Isto é, Júlia Paula e Flamiano Martins anunciaram pomposamente a reedição do Festival em 2014, assinaram um protocolo com a Associação dos Amigos dos Autistas (AMA) e só um mês e meio depois, a 31 de Agosto último, é que o pedido relativo à marca "Festival Vilar de Mouros" deu entrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A resposta chegou agora (dia3/12), cerca de dois meses depois, e é negativa, como tudo indicava, pelo menos até que o legítimo titular proceda à respectiva cedência.

Jorge Alberto Silva, ouvido ontem por diversos órgãos de Comunicação Social, disse "nim", isto é, talvez ceda mas com explicações públicas e algumas condições, entre elas a preservação da memória de António Barge.

 

A notificação do INPI dá um mês à Câmara e à Junta de Vilar de Mouros para, no cômputo geral, apresentar provas de que o titular legítimo está de acordo com o novo registo. Miguel Alves acredita que "estamos ainda em condições para fazermos verdadeiramente, de facto e de direito, a atribuição deste festival, desta marca, à instituição AMA. No entanto, "devia ter havido algum cuidado no momento da aprovação do protocolo, de fazê-lo com total segurança, de que os poderes que estávamos a atribuir a um terceiro eram poderes nossos. Eram competências nossas".

 

Miguel Alves, conforme recordou aos restantes membros do executivo, durante o período eleitoral, tomou algumas posições críticas relativamente àquilo que tinha sido o acordo e a assinatura do protocolo com a Associação de Amigos do Autismo para a realização do Festival Vilar de Mouros. "Assumi, publicamente, de todo o modo, que os compromissos são para assumir, mas que haveria, do nosso ponto de vista, a necessidade de fazer uma reformulação, uma restruturação daquilo que era o acordo". Câmara e Junta de Freguesia chegaram entretanto a um novo acordo com a AMA, entendimento que, conforme anunciou o presidente da Câmara, será levado aos órgãos próprios: Assembleia de Freguesia, Câmara Municipal e Assembleia Municipal.

 

Miguel Alves disse ainda: "nós fomos burilando aquilo que era o acordo com a AMA e a Junta de Freguesia para tentarmos perceber onde é que nós estávamos de acordo e quais eram as matérias em que nos separávamos. Mas, estávamos à espera de uma resolução desta matéria para podermos avançar para os órgãos próprios, porque não queríamos cometer um erro, que parecia ter acontecido no executivo anterior. Um erro que poria em causa a realização do Festival Vilar de Mouros, um erro que colocava em causa uma das realizações mais importantes do país. Os nossos receios não foram infundados".

 

Confrontados com esta realidade, os vereadores do PSD retorquiram, referindo Mário Patrício que o titular de marca tinha sido indemnizado para que cedesse a marca do festival, só que não procederam (câmara e juntas anteriores) depois ao seu registo. Este edil agora na oposição, disse supor na altura que bastaria essa espécie de compromisso (chamou-lhe contrato-promessa) entre câmara e o dono da marca para resolver o caso.

Contudo, Miguel Alves repetiu que "o que eu sei é que o registo da marca "Festival de Vilar de Mouros" se encontra nas mãos deste senhor". Prosseguindo, o novo presidente frisaria que "o que a câmara (anterior) e esse senhor fizeram, não sei, mas o resultado é que isto não está em nome do município".

Flamiano Martins - que assinou o protocolo com a AMA em meados de Agosto, no decorrer do concerto da cantora Áurea, precisamente em Vilar de Mouros -, em defesa do executivo anterior, diria que "havia um documento qualquer" em como era cedida a marca ao município, mas o que é facto é que não procederam ao seu registo, resultando agora em mais uma embrulhada que o novo autarca tentará resolver.


Retirado de caminha2000

 

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publicado às 14:28


15 comentários

De Anónimo a 17.12.2013 às 09:44

Diz-se por aí que não há dinheiro para nada e que a vereadora da área social ( "coitada") anda a pagar contas da Câmara com o dinheiro do seu próprio salário e põe a própria mãe e alguns funcionários da Câmara a fazer bolinhos para os lanches que a Câmara oferece. Meu Deus! Quanta generosidade !! Até fico comovido! O melhor é fazer um peditório de rua para ajudar esta gente tão generosa!

De Anónimo a 11.12.2013 às 23:08

a ver se a elsa faz refrencia e até alguma publicidaded(de borla) ao reorganizado festival de vilar de mouros!! porque ultimamente tem mostrado cartao vermelho aos eventos realizados pela camara!!! cortaram-lhe a manjadoura nao foi??? como se viu agora na artiminho nem lá pus os pés nem passou cartao a ninguem!!! mamava nao era!!!ela que tambem agora entrou numa suposta associaçao meia clandestina que está a nascer lá para os lados de ancora!!!

De JL a 12.12.2013 às 19:51

Essa gaja não tem vergonha. O pasquim e uma mer... Não sei do que a câmara esta a espera para fazer o seu próprio jornal. Para que querem tantos jornalistas e um designer. Não são capazes de fazer melhor que a tipa?

De Maximiano a 12.12.2013 às 20:02

Opresidente esta cego. O Nono da todos os. Dias o relatório a Elsa. E vê-Laos os 2 jungimos no cambalacho quando ele sai da Câmara. E nem se escondem. Chegam a estar horas metidos no carro dela a conversa. Alguém duvida do que falam a cepa torta e o rasga cartazes?

De Joel a 14.12.2013 às 12:11

Cá para mim a PJ também anda em cima da gaja do pasquim . E NÃO É DE AGORA. A amizade com os arguidos do ex executivo ainda lhe vai sair cara, lá se vão os ganhos amealhados durante 12 anos.
Já teve de entregar uma coleção de pasquins, não tarda exigem mais - A PJ é o melhor leitor de jornais do concelho de Caminha e este, apesar de não dar notícias, tem pano pra mangas!


PS: O Vellozo já não deve estar disponível.....

De ze a 11.12.2013 às 22:58

as noticias da camara para já sao poucas,mas ao que já se sabe aquilo está uma miséria! e o k virá por aqui!!paraece que nao há dinheiro para comprar um prego!!!e o k acho mesmo piada é a tal liliana vir a mandado do pai claro,dizer que afinal a camara tem dinheiro e que afinal as contas nao sao bem assim !!ohhh triste!!! o flamiano vir com um texto vejam lá a dar palpites como se tivesse alguma autoridade ou legitimidade para dar concelhos a alguem k fosse!!! infelizmente ainda nao temos justiça! mas alguns já estao lá dentro!!RUA,JUSTIÇA,!!esses ladores cadeia com eles!!

De Funcionaria da CMC a 12.12.2013 às 19:57

Andam cá 4 auditores a virar tudo do avesso. Os gajos:Tomasia, Cristi,DLopes, Ana Lourenço, peixeira Filomena e companhia passam a vida a cochichar nas costas dos outros mal eles passam. Para quando a arrumação da casa? Corram com esses Marinhos, Bouças etc já tarda. O Miguel esta a dar o flanco e parece que ninguém lhe abre os olhos

De Laudelina a 17.12.2013 às 09:37

Parece que não há dinheiro para "alguns pregos". Estejam atentos e não se atravessem a defender com tanta veemência o atual executivo. Acompanhem com sentido crítico e não façam defesa cega de quem ainda tem muitas provas para dar. Esse Miguel e a sua equipa ainda tem muito que mostrar para lhe dar-mos crédito. Anda por lá muita gente que politicamente não sabe ler nem escrever e que o único papel é andar de sorriso de orelha a orelha a espalhar simpatia. O Zé Povo infelizmente gosta que lhe deiam atenção e vai achando piada, mas a simpatia é efémera acima de tudo quando a usamos como arma para levar a vida.

De Vilarmourense a 11.12.2013 às 21:59

Se esses seres anacrónicos chamados Julia Paula Costa e João Silva não tivessem exercido a represália sobre o Carlos Alves por este ter sido eleito presidente da Assembleia Municipal em 2002, e retirado o festival da responsabilidade da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, nada disto teria acontecido. Esses dois imbecis deviam ser responsabilizados criminalmente pelos atos que praticaram enquanto mandantes na Câmara de Caminha.

De Dragon a 11.12.2013 às 12:00

Esses canalhas andaram a brincar com a população tempo demais. Quero ver se a desavergonhada da Júlia Paula, a papa hóstias que já nem o padre engana, tem lata para aparecer na Assembleia Municipal e se os lacaios vão continuar a guardar-lhe as costas.
Para quando a renúncia, ou o Taxa e o Narciso lambe botas (agora do Miguel Alves) vão aparar-lhe o jogo, juntamente com aquele senhor que não tarda vai à missa, agora se já não pode fazer defumadouros, porque um provedor (CATÓLICO) não faz dessas coisas.
A Irmandade está tramada e a culpa é deles próprios.

De Anónimo a 12.12.2013 às 12:48

TAXA e o NARCISO são os maiores borrados do concelho. O TAXA já anda de falas mansas com o Miguel Alves por causa do projeto da Câmara a fundo perdido para restauração da casa dos pais. (com executivo da Júlia Paula já estava prometido)

O NARCISO quer tentar manter a mama financeira do acordo que tinha com a câmara anterior.

Isto é uma pequena amostra da canalhice, corrupção, e vira botas da politica do concelho de caminha.

De Joaquim a 11.12.2013 às 10:27

É muita podridão. Se eu fosse de Vilar de Mouros proibia e entrada na freguesia a esses pulhas. Não são dignos de estar entre a gente séria que acreditou neles quando disseram que iam trazer o Festival.
Gente sem escrúpulos que não olha a meios para chegar aos fins. Felizmente ficaram pelo caminho e espero que já estejam a caminho do único sítio que é digno deles; a cadeia.

De pubicodigital a 10.12.2013 às 14:26

Comentários insultuosos ou referentes à vida privada, não são publicados neste blog.
Temos recebido muitos comentários sobre figuras publicas e funcionários autárquicos do Concelho que consideramos impróprios para serem publicados e irrelevantes para a discussão que pretendemos implementar.
Lamentamos ter de tomar esta atitude de moderação dos comentários, mas seremos inflexiveis neste propósito. Liberdade de opinião, sempre. Libertinagem de linguagem, nunca.

De Aguia a 10.12.2013 às 11:35

Espero que a auditora em curso sirva para por os pontos nos iii. A Lei dos Compromissos responsabiliza criminalmente os autarcas e os técnicos. Até que enfim. Mesmo que esta barbaridade com o Festival de Vilar de Mouros fique sem castigo, hão-de pagar pelo resto.
Gosto da parte em que se fala de sanção reintegratória, isto é, pagar do bolso o que foi tirado aos cofres da câmara.
Pena é que isto não ande mais depressa, mas lá vai com paciência.
E fiquem de olho na Misericórdia. Aquele paspalho que nem católico é vai meter a mão na massa. O Marques perdeu a cabeça por continuar a meter-se com semelhante corja.

De Lili a 12.12.2013 às 20:09

Cadeia com esses ladroes. O senhor presidente que não tenha contemplações porque o povo elegeu-o para zelar pelos nosso interesses e não para proteger criminosos. Estou para ver se tem coragem de os entregar a policia.
O Marques e um inútil igual ao brasileiro . Vendeu-se barato. A menos que se esteja a preparar para apresentar a conta a Misericórdia. Ao que nos chegamos - ter um chupista como provedor.

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