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Onde está a Mediana do Couto suspeita-se logo de negociatas e tráfico de influências. Nisso entendem-se todos, sejam do PSD e do CDS ou do PS.

A empresa da mulher do Couto está a ser investigada pela POLICIA JUDICIÁRIA? É o que diz o DN e a Visão…….. http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4131497 PJ INVESTIGA DESVIO DE DINHEIROS PÚBLICOS NO PSD. A Polícia Judiciária do Porto solicitou à câmara municipal de Gaia os processos relativos à adjudicação de negócios que envolvem a agência de publicidade WeBrand e a câmara municipal de Gaia, de acordo com a revista "Visão". A diretora-geral da agência, Cristina Ferreira, terá declinado o declinado o convite para fazer a campanha de publicidade institucional para a câmara de Gaia e recomendou uma pessoa da sua confiança, a filha, Maria Catarina Rocha, de 19 anos, estudante do segundo ano de Ciências da Comunicação. O contrato tinha duração de 90 dias, a quase 7 mil euros por mês. Foi assinado no início de janeiro de 2013, quando Luís Filipe Menezes estava à frente da autarquia. O atual presidente da câmara municipal de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, confirmou que a PJ solicitou este e outros processos no âmbito de uma investigação mais vasta, diz a "Visão" na revista nº 1124 de 24 de Setembro de 2014.

A PJ tem na mira pelo menos uma dúzia de concursos e ajustes diretos, dos dinheiros gastos em publicidade com a Global Notícias, proprietária do JN, aos ajustes diretos da empresa municipal Gaianima às agências Next Power e Boston Media. A polícia estará a investigar os valores gastos em propaganda pela autarquia, a contratação de empresas de comunicação, pedidos de pareceres jurídicos e o contrato celebrado com a empresa Mediana, gerida pela mulher do autarca socialista Joaquim Couto, antigo vereador em Gaia, que produziu o último livro do último mandato de Luís Filipe Menezes em Gaia.

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publicado às 19:09

Foi aprovado, na passada sexta-feira em Assembleia Municipal, o relatório de prestação de contas de 2014 da Câmara de Caminha. O documento contou com os votos a favor dos deputados do PS, dos votos contra do PSD e da abstenção da CDU.

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 A sessão ficou marcada pelas nove declarações de voto apresentadas pelos deputados sociais-democratas, tendo o presidente da Câmara, Miguel Alves, rejeitado todas as acusações, dizendo mesmo que a infâmia não tem lugar no debate político, mas sim nos tribunais.

Os deputados do PSD anunciaram que vão enviar para apreciação no tribunal de contas o relatório de prestação de contas de 2014. Em causa, segundo o líder da bancada do PSD Rui Taxa, estão irregularidades apresentadas no documento

O PS votou a favor do documento. O deputado socialista Rui Lages destacou as poupanças do executivo. O relatório de prestação de contas contou ainda com a abstenção da CDU. Celestino Ribeiro explica porquê. Os deputados municipais do PSD apresentaram então declarações de voto, alegando que o documento se encontra “cheios de erros, rasuras, omissões, irregularidades e ilegalidades”.

Miguel Alves pediu a defesa da honra. O autarca rejeitou todas as acusações, dizendo que a infâmia não tem lugar no debate político, mas sim nos tribunais.

O relatório de prestação de contas de 2014 foi aprovado com 20 votos a favor, 9 contra e 5 abstenções.

 

JornalC

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publicado às 10:05

O Ministério Público (MP) formalizou esta semana a acusação contra a ex-presidente da Câmara e actual deputada municipal, Júlia Paula, considerando-a responsável pela prática de quatro crimes, dois de prevaricação e mais dois de abuso de poder, todos puníveis com penas de prisão. Em causa estão os "concursos com prognósticos" e o MP considera que a social-democrata violou o interesse público do Estado e agiu em conluio de intenções e acção com dois funcionários da autarquia, Paulo Marinho e Paula Dias, cuja acusação foi também formalizada, por co-autoria material de um total de cinco crimes.

 

A acusação formal do Ministério Público chegou, por coincidência, na mesma semana em que o PSD esteve particularmente activo, provocando na Assembleia Municipal de segunda-feira passada um incidente que levou à suspensão da sessão, que será retomada hoje à noite. Júlia Paula interveio por diversas vezes, criticando Miguel Alves e o seu Executivo.

 

Recorde-se que Júlia Paula, aquando das buscas da Polícia Judiciária à Câmara, chegou a dizer que a montanha (leia-se investigação policial) iria "parir um rato" e garantiu por diversas vezes que tudo se devia a queixas anónimas e que colaboraria com as investigações. Também viria mais recentemente a garantir que o processo em que agora é acusada, inquérito NUIPC 130/10.0TAMNC, fora arquivado, chegando a convocar uma conferência de imprensa.

 

Na realidade, como agora se confirma, Júlia Paula mentiu (ou pelo menos não disse toda a verdade, omitindo partes essenciais da realidade), nas três situações e de forma recorrente. Senão vejamos: as queixas não eram todas anónimas e foi o recurso de uma concorrente que despoletou mesmo a intervenção do superior hierárquico do MP e a decisão de acusação; a ex-autarca sempre recusou colaborar com a Polícia Judiciária, remetendo-se em todas as ocasiões ao silêncio e não respondendo aos inspectores que a pretenderam interrogar; e o arquivamento não aconteceu nem era sequer um facto à data da conferência de imprensa. Na verdade, como referimos e partilhamos com os nossos leitores, os argumentos usados no despacho que indiciava o arquivamento podiam muito bem ser usados para acusar - e foram.

 

caminha2000

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publicado às 21:53

Miguel Alves, presidente do Município caminhense, apresentou-se perante os jornalistas para confirmar o fim do protocolo com a Fundação AMA e a realização do Festival apenas em 2016, nos dias 26/27/28 de Agosto.

O autarca compareceu sozinho mas referiu haver consonância com a Junta de Freguesia, de modo a relançar um novo modelo de festival, totalmente profissionalizado.

Justificou a alteração de datas para final de Agosto, para que Vilar de Mouros seja o último dos grandes festivais de Verão e aproveitando as digressões de artistas e bandas pela Europa durante este mês, além de considerar inadequado realizá-lo no final de Julho e começo de Agosto.

A próxima edição terá como organizadores - a par da Câmara e Junta de Vilar de Mouros - um consórcio formado pela Música no Coração, de Luís Montez que, assim, regressa a Vilar de Mouros após ter sido um dos mentores do evento nos anos 90 e princípios de 2000; a produtora DOT GLOBAL, ligada ao Rock in Rio e, a Metrónomo, outra produtora de espectáculos, cujo principal rosto é Paulo Ventura, um dos jurados de um programa da SIC, intitulado "Ídolos".

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publicado às 12:04

Um eventual erro de cálculo do montante a indemnizar a antiga secretária de Júlia Paula, levou o actual presidente de Câmara Miguel Alves a anunciar na reunião camarária de 4 de Março, que o Município iria pagar cerca de 87.000€.

Contudo, um mês depois, na primeira sessão de Abril da vereação caminhense, Miguel Alves teve de rectificar esse valor, porque de acordo com novos cálculos realizados pelos serviços camarários, Teresa Amorim apenas teria direito a receber cerca de 20.900€.

Após ter transitado em julgado a sentença em 20/5/14, que condenou a Câmara de Caminha a pagar diversas quantias à queixosa (Teresa Amorim), após "um longo e penoso rosário de vicissitudes" de que a antiga secretária "foi alvo por parte do anterior executivo, particularmente, da sua então Presidente da Câmara Municipal", o seu advogado veio pedir um mês depois que fosse dada "execução voluntária à sentença", concedendo um prazo de três meses para esse efeito.

Miguel Alves despachou então para que o chefe de Departamento e o advogado avençado coordenassem a resposta a dar e verificar se havia cabimentação orçamental para proceder ao pagamento.

Os Recursos Humanos foram chamados a calcular a indemnização, concluindo em Agosto do mesmo ano que se elevaria a 66.427€, sem ter em conta os juros de mora nessa data, por não disporem de dados que lhes permitissem precisá-los.

Esses cálculos viriam a ser determinados pelos Serviços de Contabilidade, avançando com mais 8.000€ de juros de mora.

Quando a Câmara se encontrava em condições para liquidar esta dívida, após contracção de empréstimo a curto prazo de um milhão de euros para acudir às decisões das sentenças dos processos perdidos pelo anterior Executivo, a Divisão de Finanças e Administração realiza uma recontagem da dívida em final de Fevereiro deste ano, apontando para os 87 mil euros que o presidente anunciou na reunião camarária de 4 de Março.

Entretanto, a verba em causa gera dúvidas em alguns sectores da Câmara, nomeadamente entre os juristas, levando Miguel Alves a pedir um esclarecimento urgente da situação, dando conhecimento da sua decisão ao vereador das Finanças e às chefes de divisão desta área e dos Recursos Humanos.

Perante a "extrema divergência" de interpretações sobre "os danos não patrimoniais já liquidados até Fevereiro de 2015" e "danos não patrimoniais vincendos", correspondentes a uma indemnização diária de 1/22 do vencimento mensal ilíquido da funcionária, conforme ditou a sentença, foi contactado o advogado da executante que confirmou o ponto de vista do Gabinete Jurídico da Câmara

Assim, Miguel Alves despachou em conformidade, e dele deu conhecimento ao vereador das Finanças e à chefe de Divisão respectiva.

Dos 87.000€ iniciais, a dívida à antiga secretária desceu para 20.900€.

O PSD não entendeu este volte-face, e o vereador Flamiano Martins, na reunião camarária de 1 de Abril, lamentou que a informação inicial tivesse dado para as primeiras páginas dos jornais - "continuando a empolar-se a notícia" - pelo que optou por "não dizer mais nada".

Na mesma linha de orientação, Liliana Silva disse que "em boa hora deram por ela", porque se tivessem pago em Maio do ano passado, quem iria agora suportar os custos do engano, interrogou-se. Além de ter feito um aparte: "deu para encher jornais".

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publicado às 14:01

O Ministério Público de Caminha considerou haver matéria suficiente para ser deduzida acusação contra o funcionário da Câmara Paulo Bouças, no caso do atropelamento do jornalista Manso Preto, ocorrido no último dia da campanha eleitoral para as eleições autárquicas. O veículo envolvido foi uma camioneta, pertencente ao Município, utilizado juntamente com outros veículos e funcionários municipais nos preparativos do comício de encerramento da campanha, no Pavilhão Municipal de Vila Praia de Âncora.

 

O tempo incerto e com alguma chuva que se fez sentir no passado dia 27 de Setembro de 2013 levou o PSD a escolher e a utilizar, para o comício que marcaria o fecho da campanha eleitoral e em condições que ainda não são claras, o Pavilhão Municipal de Vila Praia de Âncora. Materiais (como o palco), veículos e mão-de-obra (vários funcionários envolvidos) ficaram "a cargo" da Câmara Municipal.

 

A então presidente da Câmara, Júlia Paula, era cabeça de lista à Assembleia Municipal, enquanto o seu vice-presidente, Flamiano Martins, concorria à presidência da Câmara. No exterior e interior do Pavilhão Municipal de Vila Praia de Âncora a azáfama era grande e motivou o interesse jornalístico de Manso Preto, que, ao início da tarde, se deslocou ao local para fazer a respetiva reportagem, facto que desagradou aos envolvidos. De tal forma que Paulo Bouças decidiu manobrar uma camioneta em marcha-atrás, sem razão aparente, atingindo o jornalista e derrubando-o por uma ribanceira, terminando a queda em plena estrada.

 

O incidente foi testemunhado, foi acionado o número de emergência 112 e a GNR compareceu no local, registando a ocorrência. O nervosismo foi grande, com a intervenção do chefe de gabinete de Júlia Paula e cunhado de Paulo Bouças, assim como da mulher e irmã do agora arguido, que é também tio da actual vereadora, Liliana Silva.

 

Manso Preto, que inicialmente não quis ser transportado em ambulância para o hospital, acabou nesse mesmo dia por se ver obrigado a recorrer à unidade hospitalar de Viana do Castelo.

  

Logo no dia seguinte, o Sindicato dos Jornalistas emitiu um comunicado e exigiu o apuramento de todas as responsabilidades no incidente com Manso Preto.

 

No Domingo seguinte o PSD perdia as eleições, mas Júlia Paula e Flamiano Martins mantiveram-se em funções até à entrada do Executivo eleito e nada fizeram para apurar as ditas responsabilidades. Seria já Miguel Alves a determinar a realização de um inquérito. A sua responsável, a jurista do Município Ivone Marinho, defendeu o envio dos factos apurados para o Ministério Público, por entender haver fortes indícios da prática do crime de peculato.

 

Certo é que foi a queixa-crime formalizada pelo jornalista, através do seu advogado Pedro Meira, a motivar uma investigação da Polícia Judiciária de Braga, que agora culmina com a decisão e acusação por parte do Ministério Público.

 

Contando com Paulo Bouças, são pelo menos três os funcionários da Câmara de Caminha que deverão conhecer em breve os termos das acusações do Ministério Público referentes a crimes de que são acusados. Isto, para além da ex-presidente da Câmara e actual deputada municipal, Júlia Paula.

 

Recorde-se que, ainda há dias, foi conhecida a decisão do Ministério Público de acusar a ex-presidente, assim como os funcionários do Município Paula Dias e Paulo Marinho.

 

Quanto a Paulo Bouças é de crer que será acusado pelo crime de ofensa à integridade física, que se poderá enquadrar nas formas simples, grave ou qualificada, variando a pena aplicável entre a prisão até três anos ou multa (na forma mais simples) e um máximo de 12 anos de prisão. Recorde-se que Manso Preto declarou na altura que suportaria a queixa na defesa de que houve tentativa de homicídio.

 

Texto do caminha2000

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publicado às 21:03

Júlia Paula acaba de ser acusada de quatro crimes de prevaricação e abuso de poder no caso dos "concursos com prognósticos". Os funcionários da Câmara Paula Dias e Paulo Marinho foram também acusados da co-autoria material dos crimes.

 

Em causa está o inquérito NUIPC 130/10.0TAMNC, que a antiga presidente garantiu, em conferência de imprensa (11/Fev/15), estar arquivado. E, Liliana Silva, presidente da Comissão Política da Concelhia do PPD/PSD falou então na "maior cabala política, eu não diria só do concelho de Caminha mas, diria até do distrito", ao passo que o presidente da Distrital, Carlos Vieira, após enaltecer "a distinta autarca e presidente Júlia Paula Costa" que os sociais-democratas tiveram durante doze anos, disse que o seu partido "sabia desde a primeira hora que a Júlia Paula Costa e todos os funcionários da Câmara estavam inocentes em relação às cabalas montadas para tirar efeitos eleitorais nas eleições de 2013".

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A decisão de acusar os três arguidos partiu do Procurador Coordenador do Ministério Público de Viana do Castelo que assim deu razão aos argumentos de uma denunciante, preterida no concurso público que teve como vencedora a assessora da campanha eleitoral de 2009, do PPD/PSD, Ana Lourenço. A denunciante, que Júlia Paula sempre ignorou preferindo dizer que todas as queixas eram anónimas, usou a figura legal de intervenção hierárquica e o Ministério Público deu-lhe razão. Os crimes em causa são puníveis com prisão.

A notificação do Ministério Público de Viana do Castelo chegou ontem às caixas de correio. Era sexta-feira 13, um dia que os supersticiosos garantem ser de azar!

A social-democrata, na conferência de imprensa em que anunciou o "arquivamento" do processo (o que nunca aconteceu, na verdade), inquirida pelo C@2000 sobre a evidente precipitação, agora confirmada, respondeu que "nada é definitivo, nem a morte", o que parece quase premonitório.

Em causa estão dois concursos públicos de admissão de pessoal que culminaram com as admissões de Ana Lourenço e Maria José Azevedo. Num e noutro caso os processos foram atribulados e discutidos todos os pormenores na praça pública.

Não foi difícil perceber quem seriam as "vencedoras" e o C@2000 "adivinhou" estes e outros vencedores do que chamamos "concursos com prognósticos", 13 ao todo.

Os dois casos foram alguns dos assuntos investigados pela Polícia Judiciária. Só estes dois casos resultaram em quatro acusações contra Júlia Paula, dois crimes de prevaricação e mais dois crimes de abuso de poder. Paula Dias e Paulo Marinho, são acusados pelos mesmos crimes em co-autoria com Júlia Paula.

O Procurador invoca contra a arguida Júlia Paula a Lei n.º 34/87, de 16 de Julho, correspondente a Crimes da responsabilidade de titulares de cargos políticos, nomeadamente os artigos 11.º e 26º. Nº 1.

O Artigo 11.º é referente ao crime de Prevaricação e diz que "O titular de cargo político que conscientemente conduzir ou decidir contra direito um processo em que intervenha no exercício das suas funções, com a intenção de por essa forma prejudicar ou beneficiar alguém, será punido com prisão de dois a oito anos".

Por sua vez, o Artigo 26.º Nº 1 trata o crime de "Abuso de poderes" e refere: "O titular de cargo político que abusar dos poderes ou violar os deveres inerentes às suas funções, com a intenção de obter, para si ou para terceiro, um benefício ilegítimo ou de causar um prejuízo a outrem, será punido com prisão de seis meses a três anos ou multa de 50 a 100 dias, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal."

Seja como for, há outros casos em diferentes fases. Certo é que isto não acaba neste inquérito nem nesta acusação.

Texto retirado do caminha2000

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publicado às 11:25

Cerca de 87 mil euros é quanto a Câmara vai desembolsar só para pagar a indemnização devida a Teresa Amorim, que deverá ser liquidada dentro de dias, com recurso a um empréstimo.

 

A quezília entre a ex-presidente Júlia Paula e a sua ex-secretária, despoletada imediatamente a seguir à vitória eleitoral do PSD em 2009, deu azo a episódios judiciais rocambolescos, com derrotas sucessivas da Câmara, "dez a zero", como escrevemos.

 

Foi um percurso acidentado, que se prolongou ao longo do terceiro mandato da ex-presidente social-democrata. Na verdade, a conta vai muitíssimo além dos 100 mil euros, se contabilizarmos apenas custas judiciais e honorários pagos a advogados, já para não falar dos ordenados pagos à funcionária durante os quatro anos em que esta esteve ausente do serviço, mas que o Tribunal de Braga também não perdoou.

 

O autarca referiu que o valor da indemnização apurada é de cerca de 87 mil euros e garantiu que será liquidado com recurso ao empréstimo, uma vez que, como já tinha sido afirmado por diversas vezes, a situação financeira da Câmara não permite uma alternativa, a não ser o endividamento.

 

Sem alternativa é também a obrigatoriedade de pagar. A vereadora do PSD, Liliana Silva, ainda perguntou se não há possibilidade de recurso, mas Miguel Alves esclareceu que se trata, como noutros casos, de uma sentença transitada em julgado, por isso irrecorrível.

 

Recorde-se que a funcionária foi despedida, por decisão dos quatro elementos do PSD no Executivo, mas com base num documento cheio de erros e asneiras de todo o tipo.

 

Como então escrevemos: "O relatório final que serve de base à decisão de despedimento de Teresa Amorim, e que foi votado favoravelmente pelo PSD em reunião do Executivo, está datado de 17 de Fevereiro de 2010, ou seja, é anterior ao despacho de Júlia Paula que instaurou o processo disciplinar contra a funcionária, sendo este de 28 de Abril de 2010. Mas o documento, assinado pela instrutora, Ivone Marinho, e rubricado pela presidente, está pejado de outros erros e põe em causa as declarações da própria delegada de saúde.

 

Um presente inesperado para a defesa, que não contava com semelhante trapalhada, mas que certamente vai aproveitar a desorientação da Câmara para arrasar a decisão e é bem provável que o Tribunal venha a anular tudo".

 

Entretanto, nem os erros foram emendados, nem a votação no Executivo foi repetida. O caso seguiu assim mesmo pelos tribunais e a sentença que pôs fim à contenda judicial entre Júlia Paula e a sua ex-secretária, com 72 páginas foi arrasadora para o Município.

 

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga deu razão aos argumentos da defesa de Teresa Amorim, que chegou a acusar Júlia Paula de litigância de má-fé. A defesa da funcionária viu acolhidos em mais de 90 por cento os "vícios" que tinha elencados. Asneiras e ilegalidades ("vícios", como lhe chamou o TAFB), levaram o Tribunal a dispensar mesmo o julgamento, a ordenar o arquivamento do processo e o pagamento de indemnizações a Teresa Amorim.

 

Feitas as contas à "novela" Júlia Paula - Teresa Amorim, tudo leva a crer que o milhão de euros que a Câmara contratualizou para fazer face às sentenças dos tribunais, resultantes de várias derrotas do Município, não chegue para pagar as facturas.

 

O chamado "caso Dionísio Marques", com sentença condenatória transitada em julgado, que Júlia Paula não cumpriu, só por si, deverá ultrapassar o meio milhão de euros.

 

Recorde-se que o não cumprimento da sentença valeu à ex-presidente mais um processo sob investigação da Polícia Judiciária, como a própria já confirmou.

 

Mas, além dos vários casos com indemnizações já apuradas ou em vias de chegarem às contas finais, há pelo menos dois deles que ameaçam causar rombos milionários nas contas da Câmara. Um, tem a ver com o caso do Coto da Pena, alegadamente uma "teimosia" que arrastou o Município pelos tribunais, enfrentando tudo e todos e que se saldou numa derrota.

 

O segundo tem a ver com uma decisão ilegal de Júlia Paula, que o Tribunal censurou com veemência. Em causa estão dois despachos da ex-presidente, datados de Março de 2006, que impediram a construção de dois edifícios no espaço do antigo Externato Santa Rita, junto à estação ferroviária de Caminha.

 

Texto retirado do caminha2000

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publicado às 10:36

A Câmara de Caminha vai atribuir um subsídio de 10 mil euros à Krisálida – Associação Cultural do Alto Minho. A decisão foi tomada pela maioria socialista na reunião de ontem do executivo. A atribuição destes 10 mil euros é justificada com um protocolo de desenvolvimento cultural a estabelecer entre a Câmara de Caminha e a Krisálida – Associação Cultural do Alto Minho.

 

Segundo avança fonte da Câmara,  através deste protocolo, a a autarquia e a Krisálida pretendem prosseguir  “objectivos estratégicos de cooperação cultural”. São eles: desenvolvimento do gosto pelo teatro; estimulação precoce das crianças e jovens para esta arte do espectáculo; formação e diversidade dos públicos e democratização de acesso à fruição teatral e afirmação nacional e internacional de Caminha enquanto centro criador e difusor de cultura.

 

A atribuição destes 10 mil euros a uma associação criada há apenas três meses e sobre a qual não é conhecida actividade mereceu as críticas e os votos contra dos três vereadores eleitos pelo PSD.

 

A Krisálida, liderada por Carla da Assunção Silva Magalhães,  tem sede em Caminha desde o mês de Outubro, mas ainda não é conhecida da população do concelho. Não é, sequer, encontrada qualquer página da associação na internet.

 

Texto do JornalC

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publicado às 18:43

Pescadores, autarcas e o Comandante da Capitania do porto de Caminha reuniram-se nesta vila no passado dia 12, no intuito de analisar as consequências de uma autêntica deriva europeia que, cegamente, pretende acabar com todas as redes de deriva, sem ter em conta as particularidades da pesca artesanal da sardinha, lampreia ou sável, bem como limitar as quotas de pesca da sardinha, afectando e discriminando as artes locais.

 

No final da reunião que decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho, a Câmara de Caminha emitiu um comunicado.

 

De igual modo se registam movimentações na Galiza, contra esta directiva da União Europeia, como o atesta o comunicado da responsabilidade do Bloco Nacionalista Galego da margem direita do rio Minho.

 

O tema não deixou indiferente o PSD, cuja estrutura distrital elaborou um comunicado manifestando a sua solidariedade com os pescadores.

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publicado às 17:37


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