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Fernando Tordo vai subir ao palco do Valadares, Teatro Municipal de Caminha, no dia 26 de abril, às 22 horas. Este concerto integra as comemorações dos 40 anos de Abril que o município vai promover para assinalar os 40 anos de Democracia em Portugal. Os bilhetes já estão à venda na Câmara Municipal de Caminha e nos Postos de Turismo de Caminha e de Vila Praia de Âncora.

 

Trazer a Caminha Fernando Tordo para dar um espectáculo numa sala com capacidade para +- 200 pessoas não parece ser boa ideia, tanto mais que se comemora o 25 de Abril, a festa do povo na rua. O concerto devia ser no Terreiro, podendo ser deslocado para o Pavilhão em caso de mau tempo.

Esta opção, além de ser financeiramente desastrosa (e a Câmara está falida), pode ser considerada elitista, pedante e totalmente contrária ao espírito de Abril.

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publicado às 14:33


Obra de 800.000 euros a cair de podre

por pubicodigital, em 06.04.14

São grelhas ferrugentas, infiltrações, humidade, esgotos a céu aberto, falta de condições em geral, tanto para os animais como para os funcionários do município que trabalham no Canil-Gatil. A situação foi exposta por uma das técnicas afectas ao equipamento, na última reunião de Câmara. Miguel Alves prometeu realizar as obras necessárias, faseadamente, mas também prometeu averiguar como semelhante situação foi possível, numa obra que custou aos cofres da Câmara quase 800 mil euros e que funciona há escassos cinco anos. A oposição ouviu e comentou moderadamente. Mário Patrício recusou responsabilidade e disse que não se passa nada de grave perante as imagens apresentadas e Flamiano Martins atribuiu a degradação à quantidade de animais.

"Estamos a falar de recursos, mas estamos a falar da qualificação e da estadia daqueles animais e das pessoas que por eles trabalham, do investimento da câmara e de uma questão de civilização", disse Miguel Alves, na sequência da exposição de algumas imagens chocantes.

Na opinião do presidente, há uma dupla perplexidade em relação a esta obra. Por um lado, o seu custo, a rondar os 800 mil euros, sem contar com as intervenções (várias) realizadas pelo município, quer directamente, através dos seus funcionários, quer recorrendo a empresas externas. Por outro, a degradação tão rápida de um equipamento que funciona apenas há cerca de cinco anos.

Miguel Alves deixou claro que o Município não tem, neste momento, capacidade financeira para fazer a obra necessária na sua totalidade, mas "já pedimos aos nossos serviços para tentarem elaborar uma gradação de intervenção, que permita imediatamente acorrer àquelas situações que são de absoluta urgência. Ao mesmo tempo, "vamos estudar esta situação, pedir aos nossos técnicos que façam uma avaliação da obra que foi contratada, do que constava do caderno de encargos, dos materiais que tinham de ser utilizados, para perceber o que custava 800 mil euros e o que temos lá".

Miguel Alves recordou também que o protocolo assinado em 2013 pelo anterior Executivo prevê a atribuição de um montante de 45 mil euros/ano à Associação Selva dos Animais e, além disso, obriga o município a um investimento, através dos recursos humanos, afectando ao equipamento duas técnicas superiores e mais quatro trabalhadores, num esforço de cerca de 120 mil euros anuais.

Mas no entender da agora oposição, o caso não será tão grave. Mário Patrício, chefe de Gabinete de Júlia Paula quando o processo se iniciou e ex-vereador das obras públicas no anterior mandato, colocou-se de fora deste processo, tendo afirmado que "relativamente a isto eu não sei dizer nada" porque quando veio para a câmara em 2008 já o processo estava em marcha, referiu, assegurando que "nem sei como compraram, a quem compraram, nem quanto custou".

Para Flamiano Martins não restariam dúvidas de que a manutenção do equipamento é necessária mas, existirá "uma deterioração muito maior porque a ocupação é superior aquilo que o abrigo pode comportar", um problema, admitiu, existente há já muito tempo.

Recorde-se que a construção do equipamento - Centro de Acolhimento Canil Gatil de Caminha foi entregue, na sequência de concurso público, à firma Armindo Afonso Lda., em 30 de Outubro de 2007, pelo valor de € 373 393,72. A obra esteve parada por diversas vezes e logo após se iniciarem os primeiros trabalhos. A adjudicação foi feita ainda com a presença de Bento Chão no Executivo, com funções. As restantes empreitadas acontecem já depois do afastamento do vice-presidente, com o pelouro das obras públicas nas mãos de Júlia Paula.

Assim, em 14 de Agosto de 2008, a Câmara entregava ao mesmo empreiteiro a obra "Trabalhos complementares no Centro de Acolhimento Canil-Gatil de Caminha", por € 100 503,91.

A terceira empreitada é formalizada em 16 de Outubro de 2008. O empreiteiro é o mesmo e a obra designa-se: "Estrutura de betão armado para barras de suporte" e custa € 55 890,00.

Em 11 de Fevereiro de 2009 é entregue ao mesmo empreiteiro a obra "Edifício de Apoio Canil-Gatil", por € 124 020,51.

À parte, o Município ainda terá adquirido outras componentes, como o pavilhão pré-fabricado e as barreiras acústicas. Quase 800 mil euros depois, animais e tratadores não têm condições.

Presente na reunião, no final, Idalina Torres, da Associação Selva dos Animais Domésticos, não escondeu o seu descontentamento: disse que a obra foi mal feita desde o início e agradeceu a atenção e as palavras do presidente, pedindo-lhe que faça agora as obras e apure responsabilidades, declarando ser do "partido do cão".

 

Texto retirado parcialmente do semanário Caminha2000

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publicado às 18:16

O acto eleitoral decorreu na sede deste partido, em Caminha, tendo sido apresentada apenas uma lista concorrente.

Sucede no cargo a Flamiano Martins, colega de vereação, e que nas últimas eleições autárquicas disputou a presidência da Câmara.

 

Orgãos concelhios da secção do Partido Social Democrata de Caminha

 

Mesa da Assembleia de Secção de Caminha:

 

Presidente - José António Cancela Covelo

Vice Presidente - Humberto José Pereira Domingues

Secretário - Helder Amorim Miguéis

Comissão Politica de Secção de Caminha:

 

Presidente- Liliana Sofia Bouça da Silva

Vice Presidente - Alberto Pereira Magalhães

Vice Presidente - Severino Gomes de Sousa

Tesoureiro - Flamiano Martins

Secretário - Vítor Afonso Couchinho

Vogal - Mário Pais Patrício

Vogal - José Valdemar Ferreira Vieira

Vogal - Tomás Fernandes Antunes

Vogal - Lilita Esteves Gonçalves

Vogal - Humberto Martins Gomes

Vogal - João Alberto da Silva

 

Objectivos políticos da nova presidente da Comissão Política Concelhia:

 

 

É meu propósito revitalizar a Comissão Política de Caminha, tentando agregar todos aqueles que acreditam nos ideiais sociais democratas e todos os que acreditam no concelho de Caminha e na potencialidade das suas gentes. Assumo como vector de orientação de trabalho valores como a seriedade, o respeito por todos e dedicação para que, sem protagonismos pessoais e em conjunto com todos os que me acompanham nesta recém eleita Comissão e Mesa da Assembleia de Secção, possa trabalhar em prol de todas as pessoas do concelho de Caminha.

 

Para esta comissão política, que agora assumo a liderança com total consciência das dificuldades e do trabalho que tenho pela frente, o mais importante serão as pessoas do nosso concelho, porque são elas que merecem toda a nossa dedicação, elas são o motivo da nossa existência, o cerne da verdadeira democracia Como primeiro objetivo temos o trabalho direto com todos os autarcas eleitos pelo PSD, das mais variadas freguesias. O trabalho deles nas respetivas freguesias é fundamental, para o desenvolvimento das mesmas. Estaremos ao lado de todos para tentar arranjar soluções para os mais diversos problemas que possam ir surgindo.

 

Pretendemos trazer mais jovens à concelhia e dar-lhes um papel ativo. Os nossos jovens são o nosso futuro e têm de fazer parte de todas as decisões tomadas, porque as nossas decisões de hoje terão efeitos neles amanhã. Eles serão a transformação e a continuidade do PSD concelhio em Caminha.

 

Pretendemos ser uma concelhia aberta e disponível para ouvir e falar com todos porque a opinião de todos é importante.

 

Esta concelhia irá fazer o seu papel de oposição de forma respeitosa tendo sempre como ponto fulcral de atuação o bem comum de toda a população do concelho de Caminha. Não enveredaremos por políticas de maledicência e de contrariedade gratuitas. Pretendemos ser objetivos na defesa das causas e interventivos em tudo o que ponha em causa o bem de todos os caminhenses.

 

Trabalharemos humildemente, com todos e para todos, visando somente o bem do concelho de Caminha.

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publicado às 14:14

A vereação caminhense aprovou o projecto da 1ª fase da reabilitação e revitalização da marginal (frente ribeirinha) de Caminha, com a finalidade de o poder candidatar a uma das últimas linhas de financiamento que o actual QREN ainda possui.

Miguel Alves, Presidente da Câmara de Caminha deixou bem vincado, no entanto, que só haverá 1ª fase deste projecto para a frente ribeirinha de Caminha, se a candidatura a apresentar for aprovada, porque, justificou, a Câmara de Caminha, por si só, "não tem capacidade, sozinha", para abarcar uma obra com esta dimensão (cerca de três milhões de euros).Recorde-se que o actual executivo decidira dividir em quatro fases o projecto global previsto pelo anterior elenco autárquico, face ao impasse que se verificou nos últimos anos no arranque da Polis Litoral Norte, e de modo a tentar obter uma comparticipação de 85% dos fundos comunitários para uma obra orçada em quase três milhões de euros.

O PSD viria a subscrever esta proposta, embora frisando que deveria ter sido promovido um debate amplo sobre o estudo realizado pelo arquitecto Calavéz, o qual compareceu com a sua equipa para o apresentar em imagens, no salão nobre dos Paços do Concelho, juntamente com os técnicos camarários que contribuíram para a concretização.

A ecovia será ampliada no sentido longitudinal e as actuais floreiras passarão do lado nascente da N13 para poente. A entrada de viaturas na vila junto aos Correio será eliminada, passando a existir duas rotundas, junto ao quartel da GNR e do Hotel Porta do Sol, sendo aberto um acesso à Rua do Pombal pela quelha de Esteiró.A construção de uma escadaria ao longo do paredão da avenida marginal, criando uma frente visual para o estuário, é um dos pormenores mais assinaláveis.

A área do cais da Rua dos Pescadores será ampliada para permitir a colocação de apetrechos de pesca, criando-se uma nova rampa paralela a sul do actual pontão.

Conforme já referido na reunião camarária anterior, a EN 13 será encurtada na sua largura, de modo a diminuir a velocidade do trânsito, para o que contribuirá igualmente a instalação das duas rotundas.

 

Rexto retirado parcialmente do semanário digital caminha2000

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publicado às 18:38


Inauguração de bordel

por pubicodigital, em 21.03.14

Tem direito a publicidade nos jornais, anunciando a mercadoria e as especialidades. Abriu em Vila Praia de Âncora uma casa de putas para desespero dos vizinhos e gaudio dos interessados.

É na Rua Laureano Brito, esquina com a Travessa do Mercado.

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publicado às 13:59

Notícia do jornal Caminhense

JS distrital reúne-se em Caminha

Os jotinhas do Partido Socialista vão juntar-se amanhã em Caminha naquela que vai ser a terceira convenção federativa da JS do distrito de Viana do Castelo. Todos os olhos vão estar postos na eleição do próximo líder regional dos jovens socialistas.

Destaque para a presença do líder parlamentar do PS, Alberto Martins.

Filipe Fernandes, presidente da JS de Caminha, é o anfitrião do encontro.

 

Resposta do líder político concelhio (ao abrigo do direito de resposta)

Na última edição online do Jornal Caminhense, foi divulgada a Convenção Federativa da JS de Viana do Castelo, que se realizou no passado dia 22 de fevereiro, em Caminha, na qual foram eleitos os novos órgãos federativos.

No artigo em causa, intitulam prejurativamente* os jovens que, tentam pugnar pelo bem do nosso distrito, de “Jotinhas do PS”.

A importância destas estruturas para o desenvolvimento de atividades em prol dos jovens, e das suas necessidades mais prementes, não se coaduna com um jornalismo parcial, pouco isento e transparente.

A Juventude Socialista é uma estrutura autónoma, assente na ideologia política socialista mas com especial enfoque em matérias mais caras para a juventude, como tal, não deve ser desprestigiada por um jornalismo populista, demagógico e incendiador.

Um órgão de comunicação local, como o Jornal Caminhense, devia, pelo contrário, incentivar os jovens ativos que tentam diariamente dar o seu contributo, ao invés de se desvincular destas atividades, num exercício inqualificável e desrespeitante da própria deontologia profissional.

A JS desmarca-se deste jornalismo de reação, lembrando que esta estrutura está devidamente constituída e tem uma identidade própria, que deve ser assegurada e respeitada.

Os melhores cumprimentos,

Filipe Fernandes

Coordenador da Juventude Socialista de Caminha

 

Nota da redação do Caminhense

Para quem não sabe, o Filipe fez, durante algum tempo, um programa na Rádio Caminha, razão pela qual, por aqui, sempre lhe tivemos algum carinho.

Quando eu, Susana Ramos Martins, jornalista da Rádio Caminha e do jornal C, escrevi a notícia sobre a Convenção da JS, utilizei com o Filipe o registo que, nós por cá, sempre utilizamos.  Até porque o diminutivo, muito utilizado em Portugal, para isso aponta.  “Jotinhas”, ao contrário do que o Filipe diz neste direito de resposta, não tem qualquer conotação negativa.

Descanse, Filipe, que, nós por cá, não fazemos “jornalismo de reacção”, como afirma.  Sabe disso melhor do que ninguém, porque já fez parte desta casa.

Nota

* o “prejurativamente” é da autoria de Filipe Fernandes, Coordenador da Juventude Socialista de Caminha e, há meia dúzia de meses, assessor de um dos vereadores do executivo camarário caminhense.

Aqui, na redacção da Rádio e do jornal C – O Caminhense, quando nos referimos a algo pejorativo, escrevemos da seguinte forma: pejorativo.

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publicado às 14:16

O PSD tem manifestado posições dúbias sobre o que realmente pensa sobre o empreendimento da Sonae para zona da Sandia, em Vila Praia de Âncora. Uns são frontalmente contra, alguns apenas não gostam do local, enquanto que outros rejeitam a marca Continente.

O vereador Mário Patrício, um dos políticos mais acidamente crítico do empreendimento da Sonae, foi um dos protagonistas da reuniãode Câmara descentralizada em Vila Praia de Âncora, tal como na recente sessão da Assembleia Municipal (AM).

Ao referir que o PSD e o executivo que integrou sempre recusaram este tipo de superfícies comerciais, permitiu na altura (em VPÂncora) ao actual presidente Miguel Alves avivar-lhe a memória (Miguel Alves lamentou mesmo a sua amnésia), recordando-lhe que ele tinha deferido em 2010 uma superfície comercial com 20.000 m2.

Mário Patrício dera anuência a um pedido de visto prévio apresentado em 2009 pelo proprietário de terrenos no lado contrário da Estrada Nacional 13 onde se situa o Intermarché, na freguesia de Âncora.

Curiosamente, o intermediário de então no negócio ("Tredare") é o mesmo da Sonae no projeto para Vila Praia de Âncora, embora Mário Patrício tivesse dito que desconhecia essa firma.

O assunto voltou a ter desenvolvimento na AM, quando Miguel Alves evidenciou a dualidade de critérios de Mário Patrício e do Executivo do PSD que incluiu durante quatro anos.

Exibindo documentação de 2009/10, Miguel Alves aproveitou para rejeitar as críticas de que estaria a preparar a aprovação da superfície da Sonae em segredo.

Referiu que logo que o pedido de visto prévio da Sonae entrou na câmara na manhã do dia 20 de Fevereiro, convocou para o final da tarde desse dia o presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora e o Movimento de Empresários e Comerciantes do Concelho de Caminha, a fim de lhes comunicar esse facto, tendo debatido logo ali as consequências da concretização desse projeto de 6,5 milhões de euros de investimento.

Miguel Alves comparou a sua atitude com a do Executivo social-democrata presidido por Júlia Paula (apresentou-se pela primeira vez na AM, como deputada municipal), o qual permaneceu em silêncio absoluto durante toda a avaliação técnica do projeto ("meses em segredo", anotou Miguel Alves) e só agora despoletado por terem perdido as rédeas do poder.

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publicado às 21:41

Encontra-se em apreciação na Câmara de Caminha um estudo prévio para a instalação de uma grande superfície comercial a norte de Vila Praia de Âncora, junto à rotunda da Sandia. Este projecto originou reacções diversas. De um lado estão os comerciantes e empresários locais que temem a concorrência desta nova superfície e do outro lado estão aqueles que procuram uma oportunidade de emprego, neste Concelho que se habituou a ver fecharem fábricas e soluções de desenvolvimento.

 

Aplaudido por uns, criticado por outros, o presidente da Câmara de Caminha apresenta-se firme e convicto de que fez a opção certa, ao trazer para o concelho um investimento que iria escapar para Norte ou para Sul. Miguel Alves garantiu que a SONAE estava determinada a fazer o investimento de 6,5 milhões de euros e que o faria noutro concelho, Cerveira ou Viana, criaria emprego noutro lado, sem que os consumidores fossem impedidos de se deslocar, como aliás já acontece com a unidade Pingo Doce, em Cerveira ou Continente em Viana.

Assim sendo, na Sandia vai nascer uma unidade Continente, do segmento Bom Dia, e acredita o presidente, uma nova centralidade, com mais emprego e mais dinamismo. O presidente da Câmara Municipal de Caminha diz que há uma campanha de desinformação, para confundir as pessoas, mas não a teme.

 

Pelo que conseguimos apurar esta unidade terá uma área bruta de construção de 2.700 metros quadrados, estacionamento para 150 automóveis, uma para farmácia e uma cafetaria. A SONAE prevê criar 85 postos de trabalho direto e a abertura será no início do mês de Julho.

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publicado às 14:19

Responsáveis da Agência Portuguesa do Ambiente (ex-Ministério do Ambiente) visitaram na tarde de hoje a situação crítica na Duna dos Caldeirões, após a ruptura do cordão dunar por acção do mar.

Na margem esquerda do rio Âncora, junto ao campo de futebol do Âncora-Praia Futebol Clube ameaçado pelas ondas que invadem este curso de água, Miguel Alves, presidente do município caminhense fez o ponto da situação perante os responsáveis e técnicos (entre os que se encontrava o especialista Veloso Gomes) da APA.

Após caracterização das alterações verificadas desde há duas semanas neste ponto da costa ancorense, decorreu uma reunião na Câmara Municipal de Caminha, na qual foram delineados os planos de intervenção a curto e médio prazo.

No imediato (nos próximos dias), será defendida a margem do rio Âncora junto ao lado norte do muro de vedação do campo de jogos "Paulino Velho Gomes", e reaberta a foz do rio Âncora em frente da Av. Ramos Pereira, a qual se encontra obstruída pela areia transportada pelo mar e pela alteração do curso do Âncora que desagua presentemente através da duna destruída pela ondulação.

 

 

Pimenta Machado, director da APA-Norte, no final da reunião mantida na câmara, não revelou quais as medidas concretas a tomar, mas vincou a necessidade de actuar rapidamente na margem desgastada e, a médio prazo, recuperar a parte do cordão dunar interrompido, tudo dependendo de um estudo e projecto que pretendem candidatar a fundos próprios, de modo a que antes do Verão a praia das Crianças esteja normalizada.

Estas preocupações foram feitas sentir por Miguel Alves junto dos responsáveis e técnicos do Estado, de modo a garantir a segurança de pessoas, habitações, equipamentos e do próprio meio ambiente alterado pelo desgaste provocado pela ondulação violenta.

O autarca frisou que compete ao Estado assumir e realizar as intervenções necessárias na defesa da orla marítima, e que poderá contar com o apoio que o município, dentro das suas possibilidades e competências, concederá na solução destes problemas.

O C@2000 insistiu junto de Pimenta Machado para o risco que se corre na margem do rio, junto ao campo de futebol, no caso de se manterem os temporais e não haver uma actuação célere, ao que este respondeu estar empenhado em agir nos próximos dias, embora sem apontar quais os trabalhos exactos a encetar.

 

Colocação de geo-tubos em Moledo até ao Verão

Pimenta Machado a perguntas dos jornalistas, revelou ainda que a instalação de geo-tubos na praia norte de Moledo (entre o paredão e o moinho), prometida há mais de dois anos para defesa dunar, se iniciará logo que haja condições climatéricas favoráveis, garantindo que estará concluída antes da próxima época balnear.

 

Texto do semanário digital caminha2000

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publicado às 14:10

Em Abril do ano passado, Júlia Paula não se contentou com "menos" e apresentou uma espécie de milagre: após dois anos consecutivos de contas negativas, com buracos da ordem dos 800 mil euros em 2010 e dos 2,7 milhões de euros em 2011, o ano de 2012 trazia uma aparente recuperação, extraordinária: um lucro de mais de dois milhões de euros!

A Câmara de Caminha parecia um oásis no meio da crise nacional e internacional e, como se diz na gíria, quando a esmola é grande o pobre desconfia...

Aliás, os números há muito que suscitavam dúvidas.

Em Agosto do ano passado, o economista António Dourado bateu com a porta intempestivamente. Aquele que foi o "rosto" das contas da Câmara de Caminha durante largos anos - dizia-se nos corredores - não podia mais e não quis arriscar ir mais longe, até porque a Câmara já estava sob suspeita por inúmeros casos e a Polícia Judiciária tinha em curso uma complexa investigação, que ainda se mantém.

A despedida de António Dourado foi tempestuosa e aconteceu imediatamente a seguir a uma discussão com o chefe de gabinete de Júlia Paula, o contabilista João Silva. Os pormenores da zanga ficam, por agora pelo menos, num círculo restrito a que não temos acesso, mas tudo indica que ainda vão ser pedidas, no futuro, muitas explicações sobre estes e outros episódios.

Júlia Paula e João Silva abandonam o edifício da Camara na véspera da tomada de posse do novo executivo

Na última quarta-feira, o presidente da Câmara, Miguel Alves, fez a apresentação aos restantes membros do executivo, do Relatório final de revisão limitada às demonstrações financeiras do município de Caminha com referência a 31 de outubro de 2013.

Miguel Alves já tinha dito que foi a dificuldade em aferir a real situação financeira do município que levou o executivo a realizar uma auditoria externa. O âmbito dos serviços solicitados pelo município visava três aspetos essenciais: avaliar a situação económico-financeira do município de Caminha em 31 de outubro de 2013; análise à parceria público-privada (PPP) realizada para a construção das Piscinas de Vila Praia de Âncora e avaliar o cumprimento da Lei dos Compromissos e dos pagamentos em atraso, assim como dos contratos/compromissos assumidos após 1 de julho de 2013.

Um resumo das conclusões desta auditoria pode ser consultada aqui

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publicado às 14:06


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