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O Ministério Público da Comarca de Viana do Castelo apresentou um recurso junto do Tribunal da Relação de Guimarães, pedindo a reapreciação do acordão proferido a 20 de Novembro do ano passado pelo Tribunal Colectivo, que tinha condenado Elsa Cepa, directora da Rádio-Jornal Caminhense, a uma pena de dois anos e oito meses de prisão com pena suspensa, pela prática de três crimes em co-autoria, em anos consecutivos, de fraude na obtenção de subsídios.

O Procurador que representou no julgamento o Estado (lesado em cerca de 60.000€, verba que as arguidas, rádio e Elsa Cepa, terão que devolver, acrescidos de mais 10.400€ que a directora deverá restituir individualmente, a par do pagamento de multas num valor superior a dois mil euros aplicadas à RJC), neste seu recurso para a Relação alega que a arguida fora condenada na sua forma mais simples, face à gravidade dos crimes cometidos ao longo de três anos, no intuito de "sacar" dinheiro ao Estado, o que significa: "a todos os contribuintes".

Pede que a pena seja apreciada em termos de Direito, e elevada, no mínimo, para quatro anos de prisão com efeitos suspensivos na sua execução.

"Documentos forjados"

Assim, o MP considera que através da sentença inicial, a gravidade da apropriação indevida de dinheiros públicos com recurso à elaboração de facturas sobreavaliadas respeitantes ao preço de equipamentos a adquirir pela rádio (em que em alguns casos era quatro vezes superior ao preço de mercado), não se revela proporcional à pena aplicada, razão do pedido da sua reapreciação.

Recorde-se que a Rádio e o Jornal Caminhense, geridos por Elsa Cepa, foram beneficiados pelos subsídios do Estado indevidamente atribuídos, atendendo a que as candidaturas impunham que os proponentes contemplados arcassem com metade do valor dos equipamentos a adquirir. Ora, ao serem sobreavaliadas as facturas pró-forma emitidas pelas empresas fornecedoras (uma de Viseu - determinante na obtenção dos subsídios mais elevados -, uma de Viana do Castelo e outra de Valença), os beneficiários das subvenções do Estado não desembolsavam qualquer verba própria.

Além do recurso apresentado em relação à arguida Elsa Cepa, o MP também recorreu da sentença aplicada a Rafael Sviatpolk-Mirsky (4 anos e três meses de prisão com pena suspensa) e a Joaquim Ribeiro (2 anos e quatro meses, igualmente com pena suspensa).

Por efeito deste recurso, todas as condenações, multas e restituições ao Estado ficam suspensas até que os desembargadores da Relação se pronunciem.

 

caminha2000

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publicado às 14:27


Bispo exonera direcção do Lar dos Mareantes

por pubicodigital, em 11.04.16

O Bispo da Diocese de Viana do Castelo ordenou que fosse constituída uma comissão administrativa formada por sete irmãos da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes, presidida pelo pároco de Caminha, a fim de gerir a Casa de Repouso nos próximos três meses.

Após esta fase transitória, será designada uma nova direcção por um período de três anos, sem que haja lugar a eleições, de cordo com os novos estatutos da Confraria.

Esta comissão administrativa surge na sequência da direcção anterior ter colocado o cargo ao dispor do Bispo da Diocese, há um mês atrás, após o Conselho Fiscal se ter demitido.

 

caminha2000

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publicado às 13:48

Acusações mútuas de mentira

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Miguel Alves já anunciara na última Assembleia Municipal que uma queixa apresentada por João Silva, ex-chefe de Gabinete de Júlia Paula, contra a instalação do "Continente" em Vila Praia de Âncora, não tinha prosperado junto do tribunal competente, de acordo com a posição do Ministério Público. O autarca recordara ainda os vaticínios agoirentos surgidos na altura sobre as consequências da existência de uma média superfície comercial no comércio local, dizendo agora que esses presságios não se tinham confirmado.

e.jpgO vereadora social-democrata Liliana Silva não gostou do que ouviu, discordou que tudo corresse bem e, muito menos que tivesse sido assinalado o seu pai ("é meu pai com muito orgulho", vincou) como a pessoa que tinha dado a cara contra o "Continente".

"PSD mentiu com todas as letras"

O presidente do Município acusou ainda o PSD de estar a falar numa verba de 90.000€ gastos com a defesa da sua posição, face à acção movida por João Silva contra a Câmara e o Ministério da Economia, quando, na verdade, esclareceu, apenas tinham pago 2.300€ ao gabinete de advogados de Aguiar Branco, ex-ministro do anterior Governo sublinhou. Explicou ainda à vereadora que os 90.000€ eram o limite do contrato estabelecido com esse gabinete, mas que apenas iriam utilizar o total desse montante à medida que fosse necessário, como foi o caso em apreço.

Miguel Alves exclamou que o PSD mentiu (soletrou todas as letras da palavra) "como o tamanho da lata da fábrica da Coca Cola", e Liliana Silva devolveu a mesma palavra e lamentou a argumentação (da lata) utilizada pelo eleito socialista.

"Não tem que apontar o dedo à pessoa"

Contudo, a edil ancorense barafustou por se pretender "dar um cariz político à queixa", recordando que seu pai tinha sido dos que mais lutara pela deslocação do "Intermarché" para a periferia de Vila Praia de Âncora, quando pretendeu instalar-se no concelho, há uns largos anos atrás.

w.jpgNão gostou que o nome de seu pai fosse ventilado publicamente, falou em cidadãos de primeira e de segunda, só porque seu pai tinha "dado a cara" em nome de comerciantes que o teriam abordado para os defender, além de andar "há tantos anos a trabalhar para este concelho", atirou.

"O meu pai não tem medo da perseguição"

Referiu que "ainda bem que (seu pai) não tem medo da perseguição", referiu, insistindo que o presidente da Câmara "não tem que apontar o dedo à pessoa, nem citar os seus cargos políticos".

Tentando também contrariar a tese de Miguel Alves de que nada de grave se passara em Vila Praia de Âncora com a abertura do novo hipermercado, Liliana Silva apontou alguns exemplos de comércios entretanto encerrados (um talho, uma peixaria, um mini-mercado) e, garantiu que "muitos sobrevivem com as suas economias que tinham a prazo".

Miguel Alves insistiu na conotação política da acção judicial

A discussão prolongou-se, e Miguel Alves refutou a ideia expressa pela edil "laranja", da não existência de reflexos políticos na intervenção de João Silva (conhecido nos anteriores mandatos como o Richelieu do regime, refira-se).

O chefe do Executivo recordou que ele fora adjunto e chefe de gabinete da anterior presidente, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, além de ex-deputado municipal e membro dos órgãos autárquicos de Vila Praia de Âncora em mandatos anteriores, recorde-se.

Por isso, o autarca desafiou Liliana Silva a pedir desculpa pela referência aos 90.000€, e que não escondesse os contornos políticos da acção judicial. Liliana Silva devolveu a acusação de mentira.

Vila Praia de Âncora "não definhou"

"Está a tentar cavalgar uma derrota profunda do PSD" neste caso do "Continente", aduziu Miguel Alves no calor da discussão, e, "ainda por cima em Vila Praia de Âncora", o que lhes doía mais, sublinhou, levando a sua opositora a replicar que "o que eu quero é o melhor para Vila Praia de Âncora".

O tom foi-se elevando, com Miguel Alves a dizer que "política é trabalhar para as pessoas e a senhora não percebe o que é política", replicando Liliana Silva que Miguel Alves mente quando diz que há 80 ou 90 trabalhadores no "Continente", quando apenas são 35 ou 40 a trabalhar lá.

 

caminha2000

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publicado às 12:00

Foram quatro os projectos escolhidos por 2.122 pessoas maiores de 16 anos, arrecadando 60% dos votos totais das 14 opções existentes na fase final do processo do Orçamento Participativo de 2015.

Os vencedores foram divulgados por Miguel Alves, presidente do Município caminhense, na tarde de ontem (Sexta-feira), no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

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Em primeiro lugar ficou o projecto de recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa (Vila Praia de Âncora-60.000€), com 715 votos; em segundo, a adaptação do Centro Cultural de Gondar para Unidade de Apoio Domiciliário (Gondar-60.000€), recolhendo 648 votos; em terceiro, a Reparação do Cais da Rua e Colocação de Guindaste para embarcações (Caminha-35.000€), com 628 votos e, por último, a instalação de uma Rede Wi-Fi para as freguesias das Argas e Dem (40.000€), recebendo 578 votos.

O forno comunitário de Riba d'Âncora ficou em quinto lugar, com 368 votos.

De modo a contemplar estes quatro projectos, que, no total, ultrapassam os 180.000€ estabelecidos inicialmente - de acordo com a percentagem de 5% do IRS dos contribuintes caminhenses destinado ao Município pelo Estado -, a Câmara vai reforçar essa verba com mais 15.000€.

O presidente do Município, satisfeito com a participação verificada, que representou 20% dos eleitores que votaram nas últimas eleições autárquicas e, nalguns casos, houve agora uma votação superior à que se registou para as juntas de freguesia, acentuou que o Orçamento Participativo "é uma peça de abertura à sociedade civil e de participação", tal como já sucedeu com o Mercado Municipal de Caminha ou com a criação do Provedor do Munícipe e a transmissão das assembleias municipais através da Internet.

O autarca, perante estes resultados, disse terem sido "quebrados dois mitos": o de que as pessoas estão desinteressadas e de que não gostam de participar nas decisões, ou de que as freguesias pequenas não poderiam vencer.

Agradeceu ainda aos 217 participantes nos encontros de participação em que foram escolhidos os projectos iniciais, os quais foram analisados posteriormente por uma comissão técnica que seleccionou aqueles que possuíam viabilidade, em referência, por exemplo, à proposta de arranjo do Largo da Estação de Vila Praia de Âncora, impossível de enquadrar, atendendo a que esse espaço pertence à Refer.

Não esqueceu a equipa de funcionários municipais que colaboraram neste projecto, permitindo que as pessoas votassem nas suas freguesias, através da deslocação de uma carrinha - com excepção de Vila Praia de Âncora e Caminha, nas quais havia apenas postos fixos -, nem todos os caminhenses que optaram "por não ficar em casa e votaram presencialmente", a única forma de votação permitida, aliás.

Refira-se que inicialmente tinham sido apresentados 153 projectos, tendo passado 25 à análise técnica, e apenas 14 chegaram à votação final.

Por último, Miguel Alves apelou a todos os que não saíram contemplados neste plebiscito para que não esmorecessem e voltassem a participar este ano (em Maio, inicia-se já o processo referente ao ano de 2016).

caminha2000

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publicado às 10:22


O caso dos "concursos com prognóstico"

por pubicodigital, em 14.02.16

Júlia Paula vai a julgamento

"Aqui a prova é clarinha" (Juiz de Instrução)

A precipitação da ex-autarca

A decisão instrutória proferida nessa tarde pelo Juiz de Instrução do Tribunal de Viana do Castelo vai levar Júlia Paula, Paulo Marinho e Paula Dias a sentaram-se no banco dos réus, pronunciados pelos crimes de prevaricação em concurso aparente com abuso de poder.

O processo relaciona-se com os designados "Concursos com prognósticos" lançados pela Câmara de Caminha no anterior mandato (2010) em que Júlia Paula presidida ao Município de Caminha, após uma concorrente preterida ter recorrido do arquivamento pelo Ministério Público, da queixa apresentada e que fora objecto de investigação por parte da Polícia Judiciária.

Perante o recurso hierárquico do arquivamento apresentado pela queixosa, o Procurador Coordenador Distrital mandou o Procurador do Ministério Público reapreciar o processo e fazer a respectiva acusação.

Júlia Paula, Paulo Marinho e Paula Dias pediram então a abertura da instrução - na tentativa de evitar o julgamento -, que decorreu em três sessões (incluindo a audiência de alegações dos respectivos advogados), sendo conhecida hoje a decisão do Juiz, o qual declarou que "se em alguns processos tenho dúvidas - e alguns até arquivo com dúvidas, neste, não tenho dúvidas nenhumas. Aqui a prova é clarinha".

"Falando muito, mas pouco dizendo"

O Juiz deu destaque à prova documental, testemunhal e pericial (nomeadamente esta, feita por dois peritos e não sujeita à apreciação do juiz), referindo que durante a instrução, os arguidos pouco acrescentaram aos factos que constam da acusação, "falando muito, mas pouco dizendo".

Foi salientado pelo Juiz instrutor que nesta fase instrutória, apenas é apreciado se há indícios de crime - como o próprio admitiu existirem -, o que o levou a enviar o processo para julgamento.

Crimes de prevaricação e abuso de poder

Júlia Paula e Paula Dias vinham acusadas de três crimes de prevaricação e abuso de poder, e Paulo Marinho de dois crimes, mas, o Juiz considerou haver um lapso na acusação, pelo que Paula Dias e Júlia Paula Costa vão a julgamento por dois crimes e Paulo Marinho por um. Estes crimes foram considerados à luz da lei "de responsabilidade de titulares de cargos políticos", o que prevê penas mais gravosas para ambos os crimes.

O crime de prevaricação prevê uma moldura penal entre dois e oito anos de prisão e o de abuso de poder, de seis meses a três anos ou multa de 50 a 100 dias.

"Logo se verá o que dá o julgamento", disse no final da leitura da sua decisão instrutória.

Refira-se que um dos arguidos, Paulo Marinho, foi candidato há duas semanas para os órgãos distritais do PPD/PSD, integrando a lista vencedora liderada por Carlos Morais Vieira.

A precipitação de Júlia Paula

Recorde-se ainda que no decorrer, de uma conferência de imprensa (precipitada) convocada por Júlia Paula em Fevereiro do ano passado, para anunciar, triunfante, o arquivamento de todos os processos judiciais -o que não se confirmou totalmente, como agora se comprova -, a presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, Liliana Silva, não se coibiu de afirmar que tudo não passava de uma "cabala" política, sendo secundada por Carlos Morais Vieira, presente nesse acto de pré-anúncio da candidatura de Júlia Paula à presidência da Câmara de Caminha em 2017, o qual insinuou que o PS estava por detrás das tais "cabalas" baseadas em "falsidades e mentiras" para "retirar proveitos políticos".

O Juiz de instrução disse anteontem que "aqui a prova é clarinha", e deu seguimento à acusação, levando Júlia Paula e os seus dois fiéis funcionários a julgamento.

 

caminha2000

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publicado às 10:32

Rumores de que poderiam existir alguns desentendimentos no Lar dos Mareantes, em Caminha, já se ouvem há algum tempo, a ponto de ter circulado nesta vila um manifesto anónimo que pretendia denegrir a imagem do actual presidente da instituição. No entanto, devido às gravíssimas injúrias obviamente que delas não daremos eco.

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 A verdade é que a actual Direcção, assim como membros da Mesa da Assembleia pautaram os últimos tempos por demissões. Até ao momento são 5, sendo que uma delas ainda não foi aceite como tal. Trata-se de Nuno Brás, 1º secretário da Mesa que solicitou o seu pedido de demissão, mas o tempo passa e da parte da Diocese de Viana do Castelo não chega nenhuma resposta -  isto apesar da insistência do próprio para que tal sucedesse e assim fosse clarificada a sua posição.

Estes e outros assuntos pautaram a última Assembleia Geral da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes, quando a pretensão era aprovação de contas do ano transacto e apresentação do plano de actividades. O primeiro foi aprovado, mas do segundo nem se falou.

Assim, a ordem de trabalhos, e por parte de alguns irmãos, foi conseguir que a  Assembleia fosse suspensa. Isso mesmo foi comunicado através de uma carta em que se afirmava que desde a demissão do presidente da Mesa da Assembleia, Paulo Pinto Pereira, que deveria ter sido promovida uma para que fosse eleita o seu presidente , mas «tal não tem vindo a acontecer desde Janeiro de 2015 pelo que todas as assembleias até agora realizadas estão feridas de nulidade por estarem a ser presididas por um dos seus secretários».

Resultado: o documento não foi aceite, nem foi permitido, como se pretendia, que os irmãos presentes votassem sobre o mesmo. A resposta ou explicação chegava de uma carta do Vigário Geral da Diocese de Viana do Castelo em que assumia que faltando somente um ano para o término do mandato se mantivesse assim, isto é, sem a eleição de novo presidente.

No entanto, essa mesma carta que foi considerada «ambígua», alertava para a necessidade de, efectivamente, promover-se uma nova eleição.

Perante tal, e após alguma troca de palavras menos agradáveis, tal como já referimos, o propósito não foi conseguido.

Outro dos pontos discordantes diz respeito aos estatutos, concretamente a uma alteração efectuada. Assim, os irmãos insatisfeitos fizeram saber que «verifica-se que os actuais estatutos da Casa de Repouso não respeitam o disposto nos artigos citados na medida em que unilateralmente vieram determinar que os órgãos dirigentes deixassem de ser eleitos em Assembleia desta Confraria para passarem a ser designados entre a Direcção em funções na Casa de Repouso e a Direcção da confraria, sendo atribuídos 5 dos seus membros pela Direcção em funções e os outros 2 pela congénere desta Confraria. Não tendo sido em assembleia geral alterados os estatutos da Confraria do Senhor dos Mareantes que prevalece sobre os da Casa de Repouso , são aqueles estatutos ilegais, pelo que deverá esta Assembleia deliberar pelo suprimento da ilegalidade que enfermam os actuais estatutos».

 

As razões de uma demissão

Secundino Barreiros, foi tesoureiro da Direcção da Casa de Repouso e um dos que se demitiu do cargo. Salienta que a sua decisão foi tomada «para bem da instituição, dos idosos e seu, também».

Em relação à primeira, a instituição, tal deveu-se a «um abrupto decréscimo da credibilidade.» Secundino Barreiros justifica «porque na praça pública correm rumores de que os idosos não estejam a ter o melhor atendimento, pois actualmente cerca de 17 funcionárias estão de baixa médica o que pressupõe uma sobrecarga para quem trabalha e descontentamento, também».

Por outro lado, este irmão, também salienta que a sua demissão foi em prol de preservar o seu bom nome e honestidade pela qual todos o conhecem. «Tenho uma posição a manter, e em nada queria colocá-la em causa», salientou.

Os estatutos e a forma como foram aprovados, foi também a gota de água para esta demissão, pois alega ter-se apercebido que «haveria alguns membros com intenção doentia de poder». Com isto, as intenções iniciais de uma instituição com harmonia, dignidade e vontade de preservar a sua história foram desvanecendo», esclarece. «Se saio triste ou defraudado, sim, mas também tive uma experiência enriquecedora», quis salientar Secundino Barreiros.

Este foi peremptório ao afirmar que a instituição «é dos irmãos, são eles que mandam, e a Igreja não se pode intrometer-se de forma tão ambígua».

Continuar a lutar e levar a que a actual direcção se demita, conclui.

 

minhodigital.com

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publicado às 11:02

Se tiver 16 anos ou mais pode participar e votar no designado Orçamento Participativo de Caminha. Até 11 de Fevereiro poderá escolher entre as 14 propostas.

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Os interessados podem votar na Câmara Municipal, no Gabinete de Apoio ao Munícipe em Vila Praia de Âncora ou em cada uma das freguesias.

A autarquia classifica esta iniciativa como «inovadora», e isto porque «os participantes apresentaram propostas e decidiram os projectos que consideram ser os mais prioritários, até 180 mil euros, ou seja a verba contemplada no Orçamento Participativo correspondente ao valor de IRS que os munícipes do concelho pagaram durante o ano de 2015».

Os 14 projectos que agora estão em votação servem as seguintes freguesias: Gondar e Orbacém, Arga, Lanhelas, Seixas, Venade e Azevedo, Argela, Riba de Âncora, Âncora, Vila Praia de Âncora e Caminha e Vilarelho. E no qual estão as seguintes obras: adaptação do Centro Cultural de Gondar para unidade de apoio domiciliário - União das freguesias de Gondar e Orbacém (60 mil euros); rede WIFI para as freguesias das Argas (Baixo, Cima e S. João) e Dem (40 mil euros); implementação de parque infantil e equipamento fitness junto ao rio Minho – Lanhelas (40 mil euros); beneficiação do edifício EB1 de Lanhelas (renovação de caixilharias) – Lanhelas (37 mil euros); requalificação dos abrigos das artes de pesca – Lanhelas (30 mil euros); requalificação da casa das Pedras Ruivas – Seixas (60 mil euros); requalificação do caminho entre Argela e Venade (Colarinha e Aldeia Nova) – Freguesias de Venade e Azevedo e Freguesia de Argela (60 mil euros); rota dos moinhos / Limpeza das linhas de água – Freguesias de Venade e Azevedo e freguesia de Argela (60 mil euros); forno comunitário (Do Campo à Mesa) – Riba de Âncora (45 mil euros); beneficiação do Jardim de Infância – Âncora (40 mil euros); beneficiação da escola EB de Âncora Lage – Âncora (60 mil euros); recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa – Vila Praia de Âncora (60 mil euros); Reparação do cais da Rua e colocação de guindaste para embarcações (Caminha) – Freguesias de Caminha e Vilarelho (35 mil euros) e Aquisição de cisterna para a junta de freguesia – Âncora (60 mil euros).

O edil caminhense, Miguel Alves, faz o apelo: «A escolha é sua!»

 

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publicado às 12:13


Troca de mimos entre o PSD e o PS

por pubicodigital, em 15.01.16

PSD: Rui Taxa acusa PS de tentar impor a censura no concelho

O líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Caminha, Rui Taxa, acusa o PS local de “tentar silenciar” a comunicação social do concelho e de querer censurar os textos do maior partido da oposição.

Em conferência de imprensa, o deputado social-democrata disse ainda que o Partido Socialista, “através dos seus peões”, desferiu na última Assembleia Municipal, o maior ataque alguma vez efectuado ao diálogo e à democracia

Rui Taxa acrescentou que “o PS, de uma forma baixa e inqualificável, tentou com um tiro matar três pássaros”

A Comissão Politica do PSD de Caminha afirmou hoje, em conferência de imprensa, que a Câmara de Caminha liderada pelo socialista Miguel Alves, fechou o ano de 2015 com um prejuízo financeiro de 2 milhões e seiscentos mil euros.

 Jornal o Caminhense

 

 

DEPUTADO DO PSD, RUI TAXA, MENTE

1 - Nunca, em momento algum, na última Assembleia Municipal os Deputados do Partido Socialista tentaram fosse por que forma fosse silenciar o PSD de Caminha. Ao invés do que agora vem afirmar, o que o PSD fez foi passar slides no decorrer daquela sessão com fotografias grutescas, desrespeitosas e insultantes do Primeiro Ministro de Portugal, António Costa.

Fica mal ao PSD, mas acima de tudo fica mal à democracia e à Assembleia Municipal, usar os meios públicos para vexar o Sr. Primeiro Ministro. Pode-lhes custar aceitar o facto. O que não podem é tornar o debate público rasteiro, sujo e impróprio.

2 - Nunca, em momento algum, o PS tentou silenciar, ou censurar o "Jornal C O Caminhense". Em momento algum pode o Deputado Rui Taxa tirar essa ilação das intervenções dos deputados eleitos pelo PS. Desafiamos o Sr. Deputado a mostrar tais declarações.

3 - Censura, boicote, blackout foi o que o PSD fez, no passado bem recente , quando era Executivo. Bem nos lembramos de como era tratado o Jornal Local "caminha2000". Isto sim é um facto e bem nos lembramos de notícias como esta:

http://www.caminha2000.com/jornal/n532/cmc.html

http://www.caminha2000.com/jornal/n654/cmc6.html

4 - O PSD não pode fazer insinuações publicamente sem que disso não sejam tiradas as devidas consequências.

5 - Que o PSD MENTE deliberadamente, já todos nós o sabíamos. O que não esperávamos era a forma vil, cobarde e desonesta com que o faz. Convocando conferências de imprensa para pregar as suas orações e delírios, ao que chamam de "exercício do direito democrático"

6 - Aguardamos serenamente pelo desfecho de mais este capítulo "cartoonesco".

7 - Recordamos ao PSD e ao Deputado Rui Taxa em especial que: pode enganar toda a gente durante um certo tempo; pode mesmo enganar alguns todo o tempo; mas não lhes será possível enganar todos a todo o tempo.

JS Caminha

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publicado às 14:26


E se fosse em Caminha?

por pubicodigital, em 08.01.16

Apesar da crise que tem contraído a economia há vários anos, existem empresas que estão a conseguir dinamizar o mercado laboral no concelho de Arcos de Valdevez “chutando” a crise para canto. É o caso da Coindu (fábrica de componentes para a indústria automóvel) e da Eurocast (que fabrica e comercializa peças de fundição injetada de alumínio para componentes automóveis).

A Coindu, que em Portugal tem unidades em Arcos de Valdevez e Joane, é, segundo um rankingda Ignios, a empresa que, no ramo dos bens, mais contratou em anos recentes. Só em 2014, foram recrutadas 960 pessoas, fruto do aumento das encomendas e dos novos projetos entretanto abraçados pela empresa especializada no fabrico de estofos.

Por seu turno, a Eurocast, multinacional francesa de componentes para automóveis, recém-instalada no Parque Empresarial de Souto/Tabaçô (Arcos de Valdevez), fruto de um investimento superior a 23 milhões de euros, já se encontra em plena atividade.

Segundo o diretor dos Recursos Humanos da Coindu, depois de terem ingressado, em tempos recentes, outros quatrocentos trabalhadores na empresa, o objetivo é “continuar a aumentar”, havendo “animadoras perspetivas de produção”, disse Fausto Araújo à revista Star Company (SC).

De resto, a referida empresa também aparece no topo nas variáveis respeitantes ao crescimento e às exportações. Em 2014, no ranking geral das mil maiores empresas por volume de negócios, cuja ordenação é da responsabilidade da SC, a Coindu aparece no lugar 153, tendo registado um volume de 163 milhões de euros, um “pulo” de 44% em relação a 2013, tendência seguida em 2015. Este estudo baseia-se no valor do volume de negócios declarado pelas empresas nas suas demonstrações financeiras de 2014.

Já na lista global das exportações, a Coindu, de acordo com um estudo da Ignios, surge na posição 15, em resultado do incremento na ordem dos 50% das vendas para o exterior em 2014. De referir que as exportações representam 99,7% do volume de negócios da empresa.

A Coindu fabrica estofos e revestimentos em tecido para carros topo de gama, de entre os quais a Porsche, a Mercedes, a BMW e a Audi. Além da unidade onde são produzidos estofos, o Parque Empresarial de Padeiro “abriga” a subsidiária Coindu Coutur, que se dedica ao fabrico de componentes para artigos de viagem. 

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 Eurocast já dá trabalho a cem pessoas

Há pouco tempo a laborar em pleno no concelho de Arcos de Valdevez, a Eurocast já emprega uma centena de pessoas (esta unidade, a primeira a ser construída em território nacional, é uma das 29 distribuídas em vários pontos do globo). Em declarações à Lusa, uma fonte da Eurocast adiantou que “os cem trabalhadores contratados foram recrutados naquele concelho do Alto Minho e nas zonas limítrofes”, a maioria dos quais após formação técnica adequada no núcleo do CENFIM de Arcos de Valdevez, sendo de prever que, no seguimento da provável expansão, haja absoluta necessidade de contratar mais mão-de-obra.

A criação de postos de trabalho e o impulso da economia local levaram a Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez a classificar o projeto como de “interesse municipal”. Também o Plano Diretor Municipal do Parque Empresarial de Souto/Tabaçô foi alterado, permitindo o alargamento deste em seis hectares, com o intuito de reduzir o impacte ambiental da edificação.

 

minhodigital.com

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publicado às 14:43

Desenganou-se a oposição social-democrata na vereação caminhense, ao apresentar um requerimento em que solicitava informação sobre mapas de fundo de maneio e ajudas de custo, pagas aos membros do actual Executivo socialista.

Miguel Alves, presidente do Executivo, entregou à bancada do PSD uma caixa de cartão contendo um resumo dos documentos solicitados, mas foi mais longe, ao abranger nessa informação os comprovativos dos pagamentos feitos entre 2010 e 2013, período em que Júlia Paula presidia ao Município.

O actual presidente leu ainda uma resposta dada aos edis do PSD sobre o assunto solicitado, do qual se conclui que nos "últimos dois anos, o Município de Caminha despendeu 204,20€ em ajudas de custo ao vereador Rui Teixeira, relativos a deslocações fora do concelho, nada tendo sido pago ao próprio presidente e demais vereadores durante esse período.

Contudo, nos "quatro últimos anos do mandato anterior, o Município de Caminha despendeu 8.755,15€ a título de ajudas de custo aos vereadores Flamiano Martins e Mário Patrício e presidente Júlia Paula, "sendo que a maior fatia desse valor" foi pago a esta última (7.953,32€), por deslocações diversas, "incluindo viagens ao estrangeiro mas também a reuniões da Pólis Litoral Norte, em Viana do Castelo, da CIM Alto Minho, em Ponte de Lima, e outras que ocorriam por todo o país".

Em relação a abonos de ajudas de transporte, nos últimos dois anos o Município despendeu a quantia de 842,40€ relativa a deslocações do vereador Rui Teixeira "em carro próprio com as despesas de combustível e portagens inerentes".

Quanto às verbas gastas através do fundo de maneio, Miguel Alves voltou a comparar os montantes recebidos pelos seus vereadores "em conjunto com os chefes de divisão em funções" entre 2013 e 2015, com o que os quatro edis do PSD, "em conjunto com os chefes de divisão em funções e com o Sr. Paulo Marinho" receberam entre 2010 e 2013.

Foram estes os números e percentagens apresentados por Miguel Alves:

1 - No ano de 2015, o atual executivo, em conjunto com os chefes de divisão em funções, gastou a quantia global de € 3.113,54.

2 - No ano de 2014, o atual executivo, em conjunto com os chefes de divisão em funções, gastou a quantia global de € 3.573,66.

3 - No ano de 2013, o atual executivo não gastou um cêntimo em fundos de maneio.

4 - No ano de 2013, o executivo anterior, em conjunto com os chefes de divisão em funções e com o Sr. Paulo Marinho, gastou €15.745,85, ou seja, mais 340% do que gastou o atual executivo em 2014.

5 - No ano de 2012, o executivo anterior, em conjunto com os chefes de divisão em funções e com o Sr. Paulo Marinho, gastou €14.967,47, ou seja, mais 318% do que gastou o atual executivo em 2014.

6 - No ano de 2011, o executivo anterior, em conjunto com os chefes de divisão em funções e com o Sr. Paulo Marinho, gastou €17.804,25, ou seja, mais 398% do que gastou o atual executivo em 2014.

7 - No ano de 2010, o executivo anterior, em conjunto com os chefes de divisão em funções e com o Sr. Paulo Marinho, gastou €25.376,47 ou seja, mais 554% do que gastou o atual executivo em 2014

 

A vereadora, visivelmente agastada com a situação e com a entrega da caixa de cartão, disse que esta era a política "trabalhada" pelo actual Executivo, ao ir buscar documentos do passado quando, "o que interessa é o presente", afirmou, além de protestar por não lhe responderem a outros requerimentos.

Após referir que os documentos entregues, nada lhes diziam ("não quero esses documentos", afirmou), recusar-se-ia a aceitar a caixa de cartão.

Miguel Alves assumiu que compreendia o "incómodo" que a resposta dada tivesse causado ao PSD, mas "estes são os factos", asseverou, pois tinha sido o que haviam solicitado, devendo por isso, manter-se "tranquila".

Gastamos muito menos do que no passado", acrescentou, e "a evidência está aqui", desafiando ainda a vereadora a "colocar as questões que quiser e nós tomaremos a liberdade de responder como quisermos".

Sobre os atrasos nas respostas a outras solicitações do PSD, Miguel Alves assumiu dificuldades dos serviços em responderem a todas elas em tempo útil, devido à quantidade de pedidos apresentados.

 

Texto do caminha2000

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publicado às 14:38


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