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A Câmara de Caminha, através do pelouro do desporto, estabeleceu uma colaboração estreita com o jornal O Caminhense, de aquisição de serviços, destinados à criação de um site dedicado ao desporto nessa publicação.

Através desse compromisso, cujo contrato vigorará desde 1 de Dezembro passado - embora esse documento ainda não esteja assinado, nem publicado no Portal dos contratos públicos -, com a duração de um ano, o Município compromete-se a pagar cerca de 1.000€/mês (mais IVA), num total de 12.315.20€.

Depois de ter assumido no início do mês (dia 3) a contracção de um empréstimo de curto prazo no valor de um milhão de euros para pagamentos de indemnizações resultantes de sentenças de tribunal que o Executivo anterior perdeu, face às dificuldades de tesouraria para assumir as decisões judiciais, este acordo estabelecido com os responsáveis por esse quinzenário surge em contraciclo com os problemas financeiros que o actual Executivo diz ter.

Além do mais, o Município possui um site, no qual, se quisesse, poderia inserir as informações e actividades desportivas concelhias, sem necessidade de recorrer a serviços externos pagos.

Para quem apregoa que não tem dinheiro para mandar comprar um prego, este apoio financeiro à criação de um site do desporto num jornal cuja directora está acusada de três crimes de fraude envolvendo dinheiros públicos, é paradigmático de uma certa gestão autárquica sectorizada em que o individualismo se sobrepõe ao colectivo.

 

Caminha2000

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publicado às 21:55

O acórdão do Tribunal de Contas que revogou a sentença recorrida pelo Ministério Público, de absolvição dos seis vereadores que viabilizaram a atribuição de um subsídio à Associação Comercial e Industrial dos Vales do Âncora e Coura (ACIVAC), no valor de 48.000€, e que condenou agora (14/11/14) os quatro vereadores do PSD da altura a repor essa importância com respectivas custas e juros, causou sérios embaraços e polémica no seio deste partido.

 

O Tribunal de Contas (TC) condenou Júlia Paula, Paulo Pereira, Flamiano Martins e Bento Chão a, "solidariamente, repor a quantia de 48 030 euros acrescidos de juros de mora, à taxa legal, a contar de 2 de Abril de 2006", e a pagar os respectivos emolumentos, e, isentou de responsabilidade reintegratória os vereadores socialistas Jorge Miranda e Luís Pedro Saraiva que se tinham abstido da votação na reunião camarária de Abril desse ano.

 

Os socialistas que se abstiveram, foram absolvidos de repor o dinheiro porque, "mesmo votando contra não conseguiriam evitar a aprovação da deliberação da atribuição do subsídio (eram minoria) e, ainda, que só tiveram conhecimento da proposta quando esta lhes foi apresentada na reunião", à ultima hora.

 

Aliás, o Tribunal de Contas que apreciou este recurso apresentado pelo respectivo Ministério Público, reconheceu que o próprio jurista Domingos Lopes, Chefe de Gabinete de Júlia Paula, responsável pela elaboração do protocolo a estabelecer com a ACIVAC a fim de que esta pudesse pagar as dívidas à Segurança Social (17,437€) e às Finanças (30.866€), quando chamado a depor no julgamento da primeira instância, disse que tinham disposto de um prazo muito curto para concluir o processo das candidaturas e que a questão da legalidade nem sequer se colocou". Segundo refere ainda o acórdão final deste caso ACIVAC, Domingos Lopes (mais tarde promovido a Chefe de Departamento, após ter entrado para os quadros camarários), confirmou, quando depôs como testemunha, que todo este processo tinha sido feito "à pressa e que o fundamento legal era a viabilização da candidatura" à obtenção de verbas (600.000€) no âmbito do URBCOM.

 

Refira-se que após ter sido concluída a primeira fase do URBCOM, programa destinado a recuperar os centros históricos de Caminha e Vila Praia de Âncora, o seu tecido comercial e promover animação turística, para que uma segunda candidatura fosse aprovada - era o caso -, a ACIVAC teria de fazer prova de que nada devia ao Fisco e Segurança Social, o que não conseguiu, por não ter pago a dívida em causa (48.303€).

 

O TC deu como provado que "a presidente da Câmara sabia da ilicitude da deliberação de aprovação do subsídio e que os vereadores também tiveram conhecimento dessa ilicitude antes de deliberarem, ao menos pela declaração da presidente de que tratava de um "mal menor".

 

Daí ter o TC concluído que se estava perante "uma situação de negligência consciente, na fronteira do dolo eventual".

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publicado às 14:10


20 TONELADAS DE HAXIXE APRRENDIDAS

por pubicodigital, em 03.12.14

A apreensão, há dias, de 20 tonenadas de haxixe a bordo do barco EISKOS, que navegava com bandeira de Portugal, foi uma operação conjunta da Polícia Judiciária ( Direcção Central de Estupefacientes em Lisboa e Directoria de Braga ) com as autoridades espanholas.

A embarcação pertence à galega Pilar Alonso Videira e estava apreendida no Porto de Vigo tendo sido, segundo queixa da proprietária, ' roubada '. Pilar está divorciada de Carlos da Cunha, um português que há anos vive em A Guarda e que, segundo fontes junto da investigação, encontra-se ' por dentro ' do misterioso desaparecimento. Curiosamente, sabe-se hoje que foi detido um tal Carlos, a viver em Seixas, sendo voz corrente nesta freguesia que se trata do marido de uma cabeleireira do concelho de Caminha.

Outro dos detidos portugueses é João Paulo da Silva Porto, conhecido por ' Cartucho ' e que vive em Moledo mas ia dentro do Eiskos. Domingos ' Tolo ', de Vila Praia de Âncora, com antecedentes por narcotráfico, também foi ' agasalhado ' pela Polícia que, no entanto, admite mais detenções nos próximos dias.

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De referir que os tripulantes do pesqueiro, mal se aperceberam que iam ser ' assaltados ' pela Polícia numa abordagem em alto mar, entornaram barris de gasóleo na droga com o fim de se queimarem as provas, o que originou uma forte explosão e, consequentemente, feridos que foram hospitalizados o que tem adiado os seus depoimentos.

O que não há dúvida para as autoridades ibéricas é que esta operação de narcotráfico, até pela sua envergadura não só em termos de droga como de meios logísticos e humanos de vários países de sempre conotados com este tipo de negócio, é que só uma rede com grande experiência e profissionalismo podia operar desta maneira.

Tendo sido esta uma ' baixa ' importante para a rede luso-galega dos Viriatos ( Caminha/A Guarda de onde são os seus capos ), resta saber se as detenções chegam ao topo da hierarquia!...

ÚLTIMA HORA ( NARCOTRÁFICO )

CONTINUAM AS PRISÕES

Agora foi a vez de RUI CARLOS GONÇALVES DE ALMEIDA, a residir em SEIXAS, Caminha, divorciado ' formalmente ' de uma cabeleireira que, apesar dessa situação, o foi visitar ao Hospital onde o ex-marido está internado ( sob prisão ) na sequência da explosão quando os tripulantes do EISKOS tentavam fazer desaparecer a droga dificultando desse modo a acusação de narcotráfico. Mas não fica por aqui!... O cabecilha principal continua à solta. Até ver!...

José Luis Manso Preto - Jornalista

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publicado às 14:30

Desta vez não há recurso possível: Júlia Paula, Flamiano Martins, Paulo Pinto Pereira e José Bento Chão foram condenados no caso ACIVAC e têm cerca de 30 dias para devolver aos cofres da Câmara de Caminha o valor que ilegalmente entregaram à associação, acrescido de juros moratórios: são cerca de 60 mil euros. Cada um dos quatro vereadores terá de devolver ("responsabilidade reintegratória"), algo mais de 15.000€. Os dois vereadores socialistas que se abstiveram saem absolvidos. É a reviravolta final num caso em que já todos foram condenados e absolvidos. O Plenário da 2ª Secção do Tribunal de Contas não tinha prazo para decidir sobre o recurso do Ministério Público, mas foi célere e em cerca de um mês pôs fim a um caso que se arrastou durante seis anos.

 

A notificação chegou aos três advogados dos acusados no final da semana que agora finda. A ex-equipa do PSD, chefiada por Júlia Paula, vai mesmo ter de pagar a conta e depressa. O Ministério Público, representado pelo Procurador-Geral Adjunto António Francisco de Araújo Lima Cluny, não se conformou com a benevolência da juíza conselheira, Helena Ferreira Lopes.

 

A sentença de 11 de Julho do Tribunal de Contas sublinhava que os dois subsídios foram concedidos ilegalmente, mas o valor tinha sido entregue ao Estado, dai optando por absolver todos os acusados. António Cluny, no recurso, até queria a condenação de todos, mas o plenário entendeu responsabilizar apenas os representantes do PSD, porque foram apenas estes que votaram favoravelmente a concessão do subsídio ilegal.

 

Aliás, o Procurador Adjunto já tinha pedido à juíza a confirmação da primeira sentença, também ela condenatória.

 

Esta foi também mais uma derrota do gabinete do advogado Vellozo Ferreira, que defendeu neste caso, anos a fio, a expensas da Câmara de Caminha, Júlia Paula, Flamiano Martins, Paulo Pinto Pereira e Luís Saraiva.

 

Júlia Paula, já em fim de mandato, garantiu que o escritório prestaria serviços à Câmara muito para lá das eleições autárquicas. Vencesse quem vencesse - e no caso foi o PS - Vellozo ficaria. Assim, a escassos dois meses das eleições autárquicas, Júlia Paula ainda garantiu os serviços do advogado portuense por um ano, através de um contrato com data de 29 de Julho de 2013, assinado por Flamiano Martins, no valor de 54 mil euros acrescidos de IVA, ou seja, cerca de 4.500 euros por mês.

 

Aliás, Miguel Alves viria a revelar, em reunião do Executivo, que nos dias 17 e 18 de Outubro de 2013, vésperas da tomada de posse do novo presidente, o anterior executivo pagou cerca de 70 por cento do total do contrato ao advogado, ou seja, mais de 46 mil euros.

 

Mas o contrato terminava em Julho deste ano e nada indica que o advogado continue ao serviço da Câmara. Acontece que o recurso do Ministério Público foi interposto já depois daquela data e, seguramente, os advogados deduziram oposição aos argumentos de Cluny. Se assim for, resta ainda saber quem vai pagar a conta, se os demandados se a Câmara. Recorde-se que Jorge Miranda e José Bento Chão constituíram advogados próprios.

 

Noticia do caminha2000

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publicado às 21:37

Um dos momentos mais vibrantes da discussão das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2015, sucedeu quando Miguel Alves aludiu à necessidade de "acomodar" 1,2 milhões de euros no orçamento destinados ao pagamento dos processos judiciais perdidos no passado pelo Executivo liderado por Júlia Paula.

O autarca socialista criticou a gestão anterior assente em golpes de processos judiciais e que os munícipes vão ter que pagar, obrigando agora à contracção de um empréstimo a curto prazo para fazer face às indemnizações a particulares (o caso Dionísio Marques é o mais sintomático), funcionários e ex-autarcas e outros que poderão ainda estar na calha.

Flamiano Martins reagiu, dizendo: "Estou-me nas tintas para os processos judiciais".

Referiu que os processos judiciais foram colocados por outras pessoas e não pelo município e que "todos os municípios têm processos judiciais", o que considerou "normal".

A expressão utilizada por Flamiano Martins levou Miguel Alves a dar um conselho ao vereador da oposição, embora reconhecesse que não necessitava dele: "Não se esteja nas tintas para os processos judiciais".

O presidente do Município frisou que "os processos judiciais não são uma coisa estranha à Câmara e alguém vai ter que pagar", dado que ninguém o fez quando eles decorriam com toda a normalidade.

Miguel Alves estranhou que Flamiano Martins assacasse culpas aos trabalhadores (e não só) que avançaram com processos judiciais e a quem os tribunais deram razão e que a Câmara tem agora de indemnizar.

Lamentou que não tivesse havido um acordo, nem desistência de instância, "deixando ir até ao último recurso", daí resultando que a Câmara fosse condenada sucessivamente, havendo agora que pagar 1,2 milhões de euros.

Miguel Alves acrescentaria que a culpa desta situação não era só das pessoas que intentaram as acções, a quem, aliás, os tribunais deram razão - além de condenarem a Câmara - e fazendo ainda juízo de censura sobre a Câmara "que obriga este Executivo - e por aqui me fico, sendo cuidadoso com as palavras para não violar nenhum dever de sigilo - a encontrar soluções que retiram capacidade para investir um milhão de euros" para pagar tal quantia. Caso contrário, "eu posso ser acusado do crime de gestão danosa", se não liquidar as verbas ordenadas pelos tribunais, razão que o levou a assumir que "não posso estar nas tintas".

Para que não restem dúvidas sobre estas situações, embora a contragosto, Miguel Alves adiantou que trará à reunião do Executivo, "a decisão de termos que contrair um empréstimo à banca para pagar as dívidas do tribunal" e, depois, "quero ver quem está a olhar para esta matéria dizendo que se está nas tintas ou, assumindo as suas responsabilidades".

O presidente do Executivo verberaria quem permitiu que estas situações se tivessem arrastado no tempo, obrigando a este recurso oneroso para o Município, numa altura de crise em que o dinheiro é decisivo para os investimentos em carteira.

Incidindo na expressão utilizada pelo antigo vice-presidente camarário, Miguel Alves avisou que "há tintas de mais para nós não as termos em atenção".

A história das "tintas" levou Flamiano Martins a tentar rectificar a expressão utilizada, dizendo que a usara por o presidente da Câmara estar sempre a referir-se ao passado, quando deveria olhar para o futuro e "explicar as suas opções do presente".

 

Texto retirado do caminha2000

 

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publicado às 14:14

As máquinas começaram a movimentar-se nos 2.800 m2 da área de implantação da Loja Continente Bom Dia, ao princípio da tarde da passada Quarta-feira. 

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 Após terem sido cumpridos todos os procedimentos legais e aprovados os respectivos projectos, foi emitido o competente alvará camarário, tendo começado as obras de imediato, mercê de uma parceria entre a Sonae e uma empresa de Braga (DST).

 

Esta superfície comercial a instalar na parte norte da vila, junto da Rua 5 de Outubro, deverá entrar em funcionamento até ao próximo Natal e poderá admitir até 84 trabalhadores, sendo que alguns deles em tempo parcial.

 

Noticia do caminha2000

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publicado às 14:15


Anuário Financeiro arrasa contas de Júlia Paula

por pubicodigital, em 09.10.14

Entre todos os municípios do país que se endividaram em 2012 para pagar dívidas (cerca de uma centena), através do PAEL - Programa de Apoio à Economia Local, só em oito se verificou um acréscimo de dívida orçamental a pagar de curto prazo. A "liderar"estes oito municípios está Caminha: esta dívida disparou em mais de 7,1 milhões de euros.

Os números são oficiais e estão publicados no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2013, da responsabilidade da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC). Ontem à noite, o deputado Manuel Carlos Falcão levou o assunto à Assembleia Municipal (AM), e aqueceu a sessão. Na AM falou-se de muitas "contas" e de muitos números, com o PSD e o Executivo a divergirem por norma, mas neste caso não havia desmentido possível. 

O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses2013 apresenta uma análise económica e financeira das contas dos municípios relativas ao exercício económico de 2013. O documento é arrasador em relação às "contas" de Caminha, onde o desempenho orçamental é contrário à tendência global. Goraram-se, no caso de Caminha, todos os objetivos que presidiram ao lançamento do programa.

O PAEL, já na parte final do mandato social-democrata, não constituiu a primeira vez que Júlia Paula e Flamiano Martins decidiram endividar a Câmara para pagar outras dívidas. O caso anterior aconteceu em 2009 e também não resultou. O endividamento específico, aprovado no início de 2009, permitiu injectar 2,5 milhões de euros, relativos a dois empréstimos, no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado (PREDE).

 Em conjunto, a Câmara financiou-se em quase cinco milhões de euros para pagar outras dívidas. Os encargos com estes novos endividamentos mantêm-se mas, num e noutro caso, as dívidas dispararam.

 Contas negativas e "milagres" ou "lucros", começam agora a ter explicação, como referimos a propósito da auditoria externa realizada pelo actual Executivo.

 Quanto à OTOC, a que já recorremos como fonte de informação noutras ocasiões, importa dizer que é uma fonte credível e reconhecida e que trabalha em estreita colaboração com o Tribunal de Contas.

O trabalho plasmado nos anuários é pioneiro e fruto de investigação desenvolvida por professores universitários. O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses é, actualmente, uma referência na monitorização da eficiência (ou ineficiência) do uso dos recursos públicos na administração local.

Retirado parcialmente de caminha2000

 

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publicado às 21:54

O ferry-boat que liga Caminha a La Guardia, pelo rio Minho, está parado desde Abril. Primeiro para as inspecções anuais, depois para a limpeza da entrada do cais de Caminha, empreitada que não tem data para terminar.

 

Os habitantes e empresários dos dois lados da fronteira protestam perante a inércia das autarquias locais.

 

Texto retirado do JornalC

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publicado às 18:31

O afastamento compulsivo de José Bento Chão, por despacho de Júlia Paula de 23 de Junho de 2008, foi ilegal. O desfecho era simples, até para um leigo em Direito, e a dúvida era a indemnização e os custos que o tribunal ia mandar pagar. Entre indemnização e juros, o "rombo" nos cofres da Câmara foi de mais de 60 mil euros, mas acrescem os descontos para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) e outros, muitos e nem todos quantificados, a ultrapassar muito largamente os 100 mil euros. Confrontado com o valor da indemnização e com a urgência do pagamento (porque havia implicações com a Segurança Social), Miguel Alves teve mesmo de pagar e Bento Chão aceitou a liquidação em três prestações. É que a Câmara não tinha dinheiro para mais. Esta é, porém, só parte do prejuízo com este processo, mas o segundo interposto por Bento Chão, por causa de outra ilegalidade, está prestes a chegar e há mais dois novos.

 

Bento Chão não tem dúvidas de que Júlia Paula agiu por "capricho", sem olhar a consequências, e muito menos aos interesses do Município.

 

O antigo vice-presidente da Câmara de Caminha revela que, na altura do afastamento, entregou um requerimento (anexado ao processo), em que alertava para a ilegalidade do despacho e dizia que o seu afastamento teria de ser analisado em reunião do Executivo. Júlia Paula ignorou. Se assim não fosse, a saída de Bento Chão já não estaria ferida de ilegalidade e os cofres da Câmara teriam ficado salvaguardados.

 

Com o trânsito em julgado desta decisão, a Câmara ficou obrigada a pagar tudo: indemnização, juros, custas judiciais, honorários dos advogados (de Bento Chão e da Câmara), verbas para o IRS e Caixa Geral de Aposentações.

 

Na verdade, o caso ainda não está resolvido, nem sequer em termos financeiros. Bento Chão entretanto aposentou-se, mas ficou prejudicado na contagem do tempo de serviço e o Tribunal ordenou a contagem até final do mandato (as eleições autárquicas seguintes realizaram-se em Outubro de 2009). Bento Chão procurou Miguel Alves e expôs-lhe o problema, sobretudo a necessidade de regularizar a situação em matéria de IRS e CGA, e declarou-lhe a sua abertura para avaliar uma proposta. Eleito há poucos meses para a presidência da Câmara, onde tinha sido confrontado com uma situação financeira preocupante e numerosas dívidas do mandato anterior por liquidar, Miguel Alves propôs o pagamento da indemnização, pouco mais de 60 mil euros, em três prestações. Bento Chão aceitou e o valor ficou liquidado em Abril deste ano.

 

Recorde-se que para este processo, a Câmara, derrotada em todas as instâncias, recorreu a dois advogados: primeiro Joaquim Loureiro, de Famalicão, e depois Vellozo Ferreira, do Porto. Nenhum dos dois colabora já com o Município.

 

Mais dois processos vão dar entrada no Tribunal este mês

 

Dos cerca de 60 mil euros, Bento Chão pagou ao seu advogado e liquidou a sua parte no IRS. Mas o assunto não ficou resolvido e está muito longe disso. A Câmara ainda terá de liquidar o restante valor em termos de IRS e de fazer os descontos para a CGA e aqui reside o problema principal. É que a Caixa Geral de Aposentações não quer receber da Câmara qualquer valor, a partir da data da aposentação de Bento Chão. Assim sendo, sem os descontos, o tempo de serviço mantém-se incompleto e Bento Chão continuaria prejudicado, não se cumprindo a sentença do Tribunal, que determinou que Bento Chão terá de ser ressarcido de tudo o que teria direito se estivesse em funções até final do mandato, porque Júlia Paula cometeu uma ilegalidade ao afastá-lo.

 

Assim sendo, ainda este mês deverão dar entrada em Tribunal mais dois processos, um contra a Câmara de Caminha e outro contra a CGA. Bento Chão conta que este é o único procedimento legalmente possível, mas nada o move contra o Município. Simplesmente, explica, não há alternativa.

 

Com este procedimento, arrastam-se também as consequências do despacho ilegal de 23 de Junho de 2008, não se sabe até quanto nem com que prejuízos. Dois processos implicam, pelo menos, mais honorários de advogados e mais custas judiciais. Entretanto, Bento Chão fica impedido de receber a totalidade da pensão a que tem direito e a "dor de cabeça" não tem fim, enquanto os cofres da Câmara continuam a ser "lapidados" por actos de gestão ilegais.

 

Sentença do segundo processo prestes a ser conhecida

 

As consequências do litígio de Júlia Paula com Bento Chão não ficam pelo atrás descrito. Recorde-se que existe já um segundo processo, resultante do impedimento da votação do Plano e do Orçamento para 2009. Foi, como referimos, um episódio rocambolesco, com o impedimento, quase físico, de José Bento Chão votar o Plano e o Orçamento, com o argumento genérico de que este "não gostava da presidente". Uma "encenação" a que os presentes na sala assistiram boquiabertos e a oposição nem queria acreditar no que estava a acontecer.

 

Bento Chão colocou na altura um processo em Tribunal e a sentença já não deve tardar. Se se confirmar a ilegalidade dos actos praticados, numa reunião presidida por Flamiano Martins que teve todos os ingredientes para estar ferida de várias ilegalidades, haverá mais consequências. Entre elas, a possibilidade de ser declarado nulo, tudo o que foi feito com base nos documentos de gestão nessa altura. É por enquanto inimaginável o alcance dos prejuízos que poderão estar a "bater à porta" de Miguel Alves.

 

Depois deste desfecho, Bento Chão promete novidades e poderá pedir responsabilidades aos autores reais do sucedido.

 

Entretanto, deverá estar a chegar à Câmara de Caminha mais uma "conta", a dos honorários do advogado de Bento Chão no caso ACIVAC. Júlia Paula, Flamiano Martins, Paulo Pereira e Luís Saraiva tiveram as suas defesas pagas pela Câmara, com Vellozo Ferreira. Bento Chão garante que essa possibilidade não lhe foi oferecida e que o clima de hostilidade era tão forte da parte da antiga presidente, que tornava impossível qualquer diálogo.

 

Neste momento há outras sentenças transitadas em julgado, em que a Câmara foi derrotada, com indemnizações chorudas, que deverão ultrapassar largamente, em conjunto, meio milhão de euros. Conforme referimos, Miguel Alves continua a dialogar com os credores e não tem meios financeiros para pagar a pronto, sob pena do concelho ficar paralisado ou dos trabalhadores do Município não receberem os ordenados. 

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publicado às 15:59


Revisão do PDM ainda por concluir

por pubicodigital, em 25.08.14

O vereador Guilherme Lagido encontra-se a liderar o processo de revisão do Plano Director Municipal de Caminha que o anterior executivo social-democrata não conseguiu concretizar.

Este tema vem merecendo a atenção da população do concelho de Caminha, e, na reunião camarária descentralizada realizada em Gondar, José Cunha, presidente do executivo local, pediu informações sobre o andamento deste processo.

Guilherme Lagido admitiu ser um "processo complexo, envolvendo várias entidades", num concelho "com condicionantes por todo o lado".

Conforme já anunciara anteriormente, um dos casos mais complicados, a revisão da Reserva Ecológica Nacional já se encontra concluída, e no que se refere à Reserva Agrícola, a sua finalização está para breve. Os casos de Rede Natura encontram-se igualmente solucionados, pretendendo agora avançar com os perímetros florestais e analisar quais as áreas que poderão ser urbanizáveis.

Segundo revelou ainda, é intenção do executivo eliminar alguns "vazios" existentes entre núcleos urbanos, criando uma "continuidade", e permitindo a sua urbanização, excepto se houver fortes condicionantes.

Esta revisão do PDM iniciou-se há mais de dez anos, ainda no primeiro mandato de Júlia Paula e tem vindo a adiar-se sucessivamente a sua conclusão sem se saber porquê.

 

Texto retirado do caminha2000

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publicado às 17:37


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